quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Momento HT

Vamos olhar mulher?
Na mesma campanha do Cristiano Ronaldo, a bela Megan Fox também fez bonito:

Megan é uma das cotadas para viver a princesa amazona nos cinemas e assim conquistar posto indelével em meu coração. Vamos ver como ficaria?

É nóis!


ATÓRON!! Já repararam que em DOIS programas já escutamos Madonna, Lady Gaga, Britney e Mika?
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Cristiano Ronaldo em campanha da Armani, provando que até no futebol há coisa que valha:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

BBBiba e o governo...

E ontem começou o BBB, em sua edição "colorida".

A primeira decepção já veio com o fim da prova do líder, que colocou de volta na casa a ex-miss Joseane, ao invés das maravilhosas Fani Pacheco ou Nathália Cassassola. Mas o programa começou bem.

Carlos sem camisa é algo simplesmente glorioso, então é aproveitar para olhar enquanto ele ficar por lá. Minha torcida ainda está com Dicésar, mas até que Sérgio ganhou minha simpatia. Se eu não tivesse visto as fotos dele montado, até dava uns pegas. Angélica, a lésbica, parece bastante sensata. Adorei o chega-pra-lá que ela deu na Eliane, que saiu se apresentando dizendo que não é piranha...

Temos que olhar o programa com atenção, para ver como as questões da diversidade vão aparecer. Big Brother é tratado pela mídia intelectualizada como bobagem, mas qualquer programa que faça tanto sucesso é relevante. Vira conversa nas ruas, mobiliza emoções, e por isso mesmo espelha pensamentos e cultura.

Em edição tão gay, será interessante ver a reação do povo nas ruas e as conversas sobre o assunto na casa. Espero que os participantes não percam a chance de levar bons argumentos à emissora de maior repercussão no país.

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Em Brasília, o lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos gera polêmica. Como sempre, o governo resolveu "amarelar" por medo de pressões e consequente perda de votos... é uma pena.
Não vou nem falar do casamento gay, por que já estou cansado desse assunto. Mas não SUPORTO criarem polêmica com o aborto.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Depois não sabem por que eu implico...


Enquanto a fofíssima Lady Gaga agradece seus fãs por BAD ROMANCE se tornar seu quinto sucesso em primeiro lugar nas paradas, o pastor de uma igreja dos Estados Unidos resolveu fazer piquete em um de seus shows, pois Deus odeia Lady Gaga (pobre mito... fosse real, ficaria doido com tantas atribuições insanas).

A quizumba estava marcada para ontem, mas a neve foi tanta que o pastor ficou em casa. Pensam que ele sossegou? Disse que a neve foi sinal divino e que é o jeito de Deus protestar...

Só não tenho pena por que não sou cristão.

formspring.me

Pergunta aê! http://formspring.me/Fablongo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ai Janeiro...

Tantas emoções nas últimas semanas que acabei me esquecendo da melhor coisa que o ano novo traz: o BBB!

Por três meses, vamos nos deliciar com o preconceito do público brasileiro sendo exibido a cada eliminação. Nessa edição, para apimentar mais as coisas, temos uma verdadeira parada gay em meio aos participantes. Mais detalhes na postagem da diva Katy.

O caso é que assim de olho já tenho meus preferidos. Dimmy Kieer, por que uma drag merece a vitória:

E o carioca Carlos, por que néam?

Me joga no paredãããããooo!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Relationships...


Então depois de 89 meses de uma relação conturbada eu resolvi viver dois meses de uma epifania romântica. Seria tal idéia tão infantil? É possível, mas agora que voltei à solteirice posso entrar numa nova epifania: a de me sentir a Carrie Bradshaw!

Tudo começou oito meses depois de eu completar 18 anos. Finalmente tinha caído na night, muitos amigos novos, muitas experiências e num beijo em grupo um estalo químico fez com que eu me apaixonasse perdidamente. Em seis dias, a paixão virou namoro e em três meses ele terminou, com muitas lágrimas e desilusões. Em 20 dias voltamos e daí, em meio a brigas, idas e vindas, lágrimas e risos, construímos uma relação que passou dos sete anos e que mesmo não parecendo ideal para quem olhava de fora, teve muita coisa boa. O fim veio pelos desgastes que os problemas geraram, que acabaram me abrindo para uma outra paixão. Pelo menos consegui manter a cordialidade.

O novo amor veio. Com minha mania de analisar toda e qualquer situação, tive medo de ficar com alguém mais novo. Depois, foi preciso lidar com uma personalidade diferente, com arroubos de emoção em momentos íntimos (e deliciosos)e uma postura fechada e distante na maioria das vezes.

Eu tinha me decidido a ser um príncipe encantado. Um marido ideal. Assim, além do meu corpo e da minha fidelidade, ofereci minha amizade e meu sorriso. No fim, ele acabou se sentindo mal por não conseguir retribuir minha dedicação e no último momento, quando eu mesmo já pensava em desistir, resolvi conversar e ver se era algo que poderíamos trabalhar e resolver. Não era. Terminamos e lendo esse texto parece que a culpa é dele, nem é. Minha música para essa relação é EXAGERADO, do Cazuza, pois parte do problema foi o desequilíbrio causado pela intensidade das minhas demonstrações de afeto.

Mas aí vem aquele papo da instabilidade dos relacionamentos gays. Um dos grandes problemas é a tentativa de reproduzir o modelo heterossexual, sem a ajuda da cultura, do casamento e de filhos, mas o problema está no que aprendemos mesmo.

No caso dos homossexuais masculinos, temos dois homens, dois caras culturalmente condicionados para a promiscuidade. Sem o freio de uma mulher educada a "se valorizar", terminamos em relações extremamente sexualizadas, que muitas vezes não abrem espaço para algum tipo de envolvimento. Subtraindo os caras que não podem se envolver por serem casados ou estarem no armário, as opções ficam bem rasas...

Aí, no "mundinho gay", ficamos com os rapazes que são ou se sentem feios por não se enquadrarem no ideal de beleza do meio. Esses, por essa rejeição, costumam ser mais abertos a relacionamentos afetivos, embora às vezes caiam na armadilha de desejar "deuses gregos" que não lhes darão atenção.
Temos também esses deuses, geralmente cegos pela adulação, mais preocupados em aproveitar a atenção e o sexo fácil, sem pensar ou preferindo esquecer o lado emocional.
Fora desses pólos, há aqueles que não querem um namorado efeminado, aqueles que não acreditam no namoro entre dois homens, aqueles que não conseguem ser monogâmicos, aqueles que acham que a monogamia é fundamental para o relacionamento e é claro, aqueles que tentam.

Sempre achei que a postura mais saudável e ir vivendo, até que um dia, por sorte, coincidência (ou destino, para quem crê), alguém que poderia ser perfeitamente corriqueiro (e que para outras pessoas certamente foi), te toca de alguma maneira especial.
No "mundo gay", a oferta pode ser um problema, mas com certeza as dificuldades em assumir a identidade gay também pesam. Salvo raríssimas exceções, todo gay passou por algum problema ao "se descobrir" ou se vir confrontado com essa identidade. Isso cria cicatrizes, faz com que seja difícil confiar nos outros ou ser aberto sobre si mesmo, e taí uma questão onde podemos afirmar que somos diferentes dos heterossexuais. Por mais que todo o mundo tenha dificuldade em se acertar, a "mente gay" é muito mais complicada para esse setor do que a hétero.

Então talvez seja verdade que para dois homens é mais difícil ter um relacionamento sério e duradouro (não que essa seja uma necessidade, como apontam livros, músicas e filmes, mas enfim...). Mas acho que a coisa é muito mais complexa do que luxúria num ambiente permissivo ou simples vocação do gênero (isso tem peso, é claro, já que lésbicas tendem a ter relacionamentos mais consistentes).

Tenho um amigo que diz que até as relações de amizade são difíceis no nosso meio. Talvez sejam. Eu não sei por que em meio a namorados, amantes, ficantes, peguetes e até uma garota ocasional, foram meus amigos que seguraram minha onda, me ouviram, secaram minhas lágrimas e foram pra balada dançar comigo. E talvez sejam esses nossos relacionamentos sérios.
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E uma notícia, só para provar que a coisa tá feia até para os muito talentosos...
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Por fim, risos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um novo ano...

E hoje o P-Files completa um ano. Mais uma vez, é época de canalizar as energias e criar esperanças, pois um novo ano vem aí, com todas as maravilhosas possibilidades que as mudanças prometem...
Para fechar o ano, foto do casal Alex Freyre e Jose Maria di Bello, que se casaram na Terra do Fogo, tornando-se o primeiro casal gay a fazer isso na América Latina.

2010 vem com boas promessas, já que além do show da Beyoncé (e o ingresso tá na mão, minha gente...), já temos os primeiros indícios de um show da Lady Gaga, em Maio. Abaixo, fotinho dela com a querida Cindy Lauper, em campanha da M.A.C Viva Glam em prol das pesquisas sobre AIDS.

Por fim, um vídeo da primeira cena de sexo gay numa novela americana do horário diurno, só para mostrar que até eles já passaram pela barreira do beijo gay:

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Oh Hollywood...


Tem uma piadinha que diz que o coletivo de viado é elenco. Aqui não somos tão sensíveis com esse tipo de coisa, por entender que preconceitos existem e não podemos ver nossa sociedade pelos nossos olhos, e sim como ela é. Enfim, todas as idéias nascem por algum motivo (onde há fumaça...), então podemos admitir que gays e o showbiz (e a arte em geral)tem mesmo muito em comum. Vamos à notícia...

Em 12 de Fevereiro estréia nos Estados Unidos o filme Valentine`s Day, uma comédia romântica que mostra cinco casais enquanto eles celebram o dia dos namorados em Los Angeles. Não sei se a estréia no Brasil será adiada até Junho, mas o que chamou a atenção na mídia de cinema (e motivou o post) foi a exclusão do casal gay no trailer do filme.

Bradley Cooper interpreta um homem apaixonado por um atleta enrustido interpretado por Eric Dane.

A questão é se é realmente impossível fazer propaganda de uma comédia romântica assumindo que existe um casal gay, como se a população fosse sair correndo do cinema ou propor um boicote. Um caso citado foi o do filme A Single Man, estréia na direção do estilista Tom Ford que conta a história de um homem gay, interpretado pelo suspeito Colin Firth (que provavelmente será indicado ao Oscar), baseado na obra de Christopher Isherwood, autor gay.
O diretor diz que o filme é universal, não um filme gay.

Eu entendo essa posição, já que é muito chato (para nós) vivermos a vida toda sob a égide da homossexualidade, como se orientação sexual fosse a coisa mais definidora do mundo, mas é complicado fingir que não está ali, quando é parte do assunto da obra.

Ainda sobre filmes, eis minha opinião sobre Do Começo Ao Fim.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Reloading?

Pois é, um mês sem postar. A votação no site do Senado Terminou indicando que a maioria é contra a aprovação do PLC 122/2006, mesmo que a idéia seja proteger as pessoas. É triste que por causa da associação com Homofobia, o fato do projeto proteger idosos e deficientes passou batido. E onde fica a nossa posição contra reacionários-fanáticos-moralistas quando provavelmente a comunidade se engajaria mais caso a votação fosse patrocinada pela Apple e contasse com show da Britney para fazer campanha?
Em poucos dias esse blog completará um ano. Esse lapso aconteceu por muitos fatores, alguns de ordem bem prática como falta de tempo, trabalhos e estudos, outros de ordem emocional como desentendimentos, rompimentos e novas relações.
O certo seria colocar links para notícias relevantes e tentar fazer um resumo do que vem acontecendo na cena, mas fica para 2010. Eu até tinha separado coisas dignas de nota nas abas do navegador, mas ontem fiz a hostess na minha tradicional festa natalina, computador dando sopa e em pouco tempo lá se foram as abas para o limbo cibernético...
Mas resumindo, o Flamengo tem uma presidente, o que eu achei muito inusitado (vocês sabem, há toda uma turba de homofóbicos prontos para acrescentar misoginia a seus currículos de botequim, numa postura até estranha, já que teoricamente esses homens gostam de mulher... aham).
Um jovem gay foi brutalmente assassinado em Porto Rico, fazendo com que o nativo mais famoso, Ricky Martin, se pronunciasse sobre o caso (sem aproveitar para se assumir).
Leila Lopes se matou com finesse, deixando uma carta de despedida muito sã, onde se dizia cansada. Suicídio é outro daqueles tabus que fazem a classe média estufar o peito com seus valores, mas a vida era dela, ela não quis ficar velha, estava com saudades da mãe, já tinha rodado o mundo... Deixou o enterro pago, o que é elegante.
Lady Gaga foi escolhida a mulher do ano pela MTV, o que me parece bem óbvio, já que ninguém brilhou como ela em 2009. Com meu ingresso comprado para bater cabelo em frente à virilha da Beyoncé em Fevereiro, minha lista de shows pop estaria completa, não fosse justamente o advento glorioso de Gaga e sua genialidade kitsch.
Voltando ao futebol, Richarlyson é mais uma vez motivo de chacota, agora que colocou um aplique nos cabelos. É uma pena que a torcida de seu próprio time (é o São Paulo, né?) crie tanto caso, quando o clube segue com postura tão profissional, cobrando do atleta que ele faça seu trabalho e pronto. Pode parecer que a solidariedade é por que eu sou gay, mas se o cara está fazendo o trabalho dele direito, ele podia ser gay, ser cego, ser roxo e ninguém tem que falar nada.
Enfim, vamos ver se agora retomamos o ritmo. Vai ajudar muito se nosso bolão da Mega Sena der certo e pudermos postar ricamente via iphones com penduricalhos Tarina Tarantino.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Votação Online

Mais um fim de período, mais uma ausência prolongada.
Como o período ainda não acabou... tenho que ser rápido.

Acredito que alguns já saibam sobre o projeto de lei PLC 122/2006 que criminaliza a homofobia e sobre a votação no site do Senado Federal - na coluna direita. Esse projeto que agora também protege pessoas que sofrem preconceito por serem deficientes ou idosas. O que alguns podem não saber é que essa eleição online está realmente sendo vista por quem faz o site porque quando eu soube dessa votoção a mais ou menos um mês não tinha o código verificador para confirmação do voto e acredito que essa medida tenha sido tomada para evitar que spams sejam utilizados.

Eles nem deviam estar esperando tantos votos assim em um site oficial do governo. Eu voto quase todo dia e espero pra ver o que toda essa disputa online pode acarretar. A votação está sempre MUITO acirrada - 49%-51% geralmente. Então dê uma lidinha no projeto de lei, pesquise, decida e VOTE.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Depois não sabem por que eu tenho PAVOR da China...


Como se não bastasse a capacidade de tirar o planeta do eixo com um pulo sincronizado...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Bad Romance

Lady Gaga é doida, e por isso mesmo genial. Vejam o clipe de sua nova música, já tão especial para mim:

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Deusa entre nós...

Pois é... mais uma vez, por tempo limitado, estou indo dormir na mesma cidade que a Madonna.

Recentemente, ela foi chamada de DEUS, por alguém para quem ela com certeza é muito mais onipotente e concreta do que qualquer crença. Falem o que quiser, mas ela está fazendo algo pelos outros, né?

Eu já a tinha chamado assim antes, quando ela fez por mim o que faz pelo mundo com sua arte e me emocionou, e certamente ela é uma deusa para o seu homem, já que transformou a vida dele no que só pode ser descrito como um milagre.

Madonna conheceu a sogra (que bonitinho) e veio à cidade para falar com o Governador e o Prefeito sobre projetos sociais... será que sua divindade fará algo pelo Brasil e pela cidade olímpica? Há boatos de um show beneficente, de um para celebrar o jubileu de Brasília... Isso sim me interessa, mas com a Copa, as Olimpíadas e o bom momento econômico, parece que finalmente estamos no mapa, e pode ser que Madonna realmente consiga ajudar alguém por aqui...

Quem sabe ela não adota uma criança brasileira? Meu lado romântico torce pelo namoro como Jesus. Daqui a pouco completa um ano, e quem sabe essa relação não faz com que ela se interesse mais pelo Brasil? Se estivermos inclusos em todas as turnês vindouras, será um novo milagre...

Deixo-os com os versos de uma música dela, que se encaixa bem nesse fim do meu antigo relacionamento:

MILES AWAY

I just woke up from α fuzzy dreαm
You never would belıeve the thıngs thαt I hαve seen
I looked ın the mırror αnd I sαw your fαce
You looked rıght through me, you were mıles αwαy

Αll my dreαms, they fαde αwαy
I'll never be the sαme
If you could see me the wαy you see yourself
I cαn't pretend to be someone else


You αlwαys love me more, mıles αwαy
I heαr ıt ın your voıce, when you're mıles αwαy
You're not αfrαıd to tell me, mıles αwαy
I guess we're αt our best, when we're mıles αwαy
So fαr αwαy, so fαr αwαy, so fαr αwαy, so fαr αwαy
So fαr αwαy, so fαr αwαy, so fαr αwαy, so fαr αwαy

When no one's αround αnd I hαve you here
I begın to see the pıcture, ıt becomes so cleαr
You αlwαys hαve the bıggest heαrt
When we're 6,000 mıles αpαrt

Too much of no sound
Uncomfortαble sılence cαn be so loud
Those three words αre never enough
When ıt's long dıstαnce love

I'm αlrıght
Don't be sorry, but ıt's true
When I'm gone, you'll reαlıze
Thαt I'm the best thıng thαt hαppened to you


Quanto ao meu novo relacionamento, é cedo para músicas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alcione, MV Bill e Direitos Humanos

Eu, obviamente não fui à parada. Não acho que ninguém deva ir, mas não gosto de bloco de carnaval, micareta ou afins. Se fosse uma marcha é mais provável que eu fosse.

Mas não é por isso que eu não posso participar dos outros eventos que ocorrem no calendário da Parada do Rio. Na última sexta-feira (30.Out) pela primeira vez fui na entrega do Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos. Fui com uma amiga hétero, meu namorado, e um amigo estrangeiro gay, mas na platéia tinha vários senhores de idade, jovens, pessoas de todas as classes e cores. Confesso que o coquetel anunciado na programação ajudou a ida de todos, assim como a simbólica quantia de R$1,99.

O prêmio elege personalidades, instituições, empresas e pessoas que se destacaram na promoção dos direitos de LGBT ao longo do ano. Problemas de produção à parte, foi MUITO legal. Eu que não acompanho tanto assim o que ocorre com todos os envolvidos da sigla LGBT fiquei feliz em saber que algumas poucas pessoas ainda fazem da sua vida uma luta por por direitos não somente individuais, mas de muitos outros que por quaisquer motivos não embarcam na luta. Aqui está a lista completa dos premiados.

MV Bill ganhou o prêmio na categoria Atitude pelo seu DVD Despacho Urbano onde utilizou cenas da Parada Gay do Rio . Durante o agradecimentou ele rappeou (?) a música "Só Mais um Maluco". Vale a pena dar uma conferida no vídeo de agradecimento. O discurso dele foi um dos meus favoritos.


"E a Alcione?" Essa foi a pergunta que meu namorado fez. Ele não sabia que ela era tão querida do público gay. A minha teoria é que músicas como "Ou Ela, Ou Eu" e "Além da Cama" por serem músicas em que obviamente a intérprete faz o papel de amante, que mantém um relacionamento não assumido socialmente, têm um forte apelo para gays e trans que muitas vezes levam relacionamentos longos às escondidas. Já vi alguns transformistas cantando músicas dela. Vale notar que as pessoas que compuseram essas músicas são homens. E o verso da primeira diz: "No aperto de mão, meu olhar vai pro chão pra ninguém perceber". Se fosse uma mulher não seria beijinho no rosto?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Parada do nosso amor...



Num dos anexos de seu glorioso Devassos no Paraíso, João Silvério Trevisan fala sobre as paradas gays e seu impacto em nossa vida social e representação política. O anexo se chama "A parada do nosso amor". Sempre gostei do título, pois é essencialmente isso mesmo, uma parada (do/pelo/em prol do) nosso amor.

Ontem, o Rio teve sua 14ª Parada, e mais uma vez eu tive a confirmação de que mesmo com a festa, este é um evento político de importância única, que para mim representou uma redenção e um recomeço.

A simples visibilidade já é significativa, mas no Rio temos um governador que apóia e comparece ao evento (e até dança...). Sem conseguir fugir de citar a vitória olímpica, Sérgio Cabral discursou e apoiou o evento, terminando com o óbvio: Se um homem gosta de outro, é problema só dele...
Nosso prefeito prometeu aumentar os recursos para o evento, que é tão benéfico para a cidade, e criar uma coordenadoria para promover o desenvolvimento de políticas públicas para a população GLBT.
Os trios mandavam o recado da igualdade e da tolerância, e uma religião sem preconceitos fazia divulgação (enquanto uma outra tentava nos convencer de que "a mulher é para o homem, segundo a vontade de Deus", e viva a diversidade de opiniões).

Choveu do início ao fim, mas isso não desanimou o povo. Hoje, veio a coroação. Apesar de ainda ser um título discutível, as preces do meu homofóbico detrator virtual não deram em nada (Deus devia ter mais o que fazer...), e o Rio foi escolhido como o melhor destino gay do mundo. Isso é ótimo para a cidade olímpica, pois mesmo que ainda estejamos longe do ideal, é mais um estímulo para chegar lá (o melhor destino americano é Nova York, and boy, we WILL be together again!).

Distribuição de camisinhas, divulgação de Do Começo Ao Fim e tivemos um evento pacífico, bonito, significativo e divertido. Um sucesso.

Para mim, um novo ciclo. Sete paradas atrás, eu estava feliz da vida, pois finalmente tinha encontrado alguém para chamar de meu. O Brasil era penta, e a alegria generalizada só fez da parada uma festa maior. Redescobri um amigo de infância e revi o L.D, que logo se tornaria tão fundamental para minha vida. Tinha esperanças... Nesse ano, foi um recomeço. Talvez a chuva tenha servido para "lavar a alma".
Não gosto dessa idéia de "Lei do retorno", acho simplista, como quase todas as teorias que buscam confortar o povo. Se Deus não existe, EU sei bem que o meu antigo relacionamento teve muitos momentos felizes, mas claro, foram os ruins que o levaram ao fim, e talvez eu tenha sido recompensado por eles... O meu piercing no nariz está de volta. Involução? Prefiro pensar que é uma aliança. Depois de anos, eu finalmente posso voltar ao que era, sem perder o que aprendi no caminho. Relacionamentos são complicados, pois é difícil se adaptar a uma pessoa nova, desconhecida, que de súbito fica tão próxima. É preciso se comprometer, mudar... e não me arrependo de nenhuma mudança que tive. As reversíveis não eram mudanças verdadeiras, então basta retomar o que havia de bom no meu antigo eu, tão jovem, e adicionar a experiência desses sete anos. Talvez as energias da compensação tenham agido para que eu estivesse preparado para recompensa, pois eu tenho certeza que sou uma pessoa melhor agora, muito mais merecedora desse novo amor, desse novo tempo, desse recomeço...