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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um novo ano...

E hoje o P-Files completa um ano. Mais uma vez, é época de canalizar as energias e criar esperanças, pois um novo ano vem aí, com todas as maravilhosas possibilidades que as mudanças prometem...
Para fechar o ano, foto do casal Alex Freyre e Jose Maria di Bello, que se casaram na Terra do Fogo, tornando-se o primeiro casal gay a fazer isso na América Latina.

2010 vem com boas promessas, já que além do show da Beyoncé (e o ingresso tá na mão, minha gente...), já temos os primeiros indícios de um show da Lady Gaga, em Maio. Abaixo, fotinho dela com a querida Cindy Lauper, em campanha da M.A.C Viva Glam em prol das pesquisas sobre AIDS.

Por fim, um vídeo da primeira cena de sexo gay numa novela americana do horário diurno, só para mostrar que até eles já passaram pela barreira do beijo gay:

domingo, 27 de dezembro de 2009

Reloading?

Pois é, um mês sem postar. A votação no site do Senado Terminou indicando que a maioria é contra a aprovação do PLC 122/2006, mesmo que a idéia seja proteger as pessoas. É triste que por causa da associação com Homofobia, o fato do projeto proteger idosos e deficientes passou batido. E onde fica a nossa posição contra reacionários-fanáticos-moralistas quando provavelmente a comunidade se engajaria mais caso a votação fosse patrocinada pela Apple e contasse com show da Britney para fazer campanha?
Em poucos dias esse blog completará um ano. Esse lapso aconteceu por muitos fatores, alguns de ordem bem prática como falta de tempo, trabalhos e estudos, outros de ordem emocional como desentendimentos, rompimentos e novas relações.
O certo seria colocar links para notícias relevantes e tentar fazer um resumo do que vem acontecendo na cena, mas fica para 2010. Eu até tinha separado coisas dignas de nota nas abas do navegador, mas ontem fiz a hostess na minha tradicional festa natalina, computador dando sopa e em pouco tempo lá se foram as abas para o limbo cibernético...
Mas resumindo, o Flamengo tem uma presidente, o que eu achei muito inusitado (vocês sabem, há toda uma turba de homofóbicos prontos para acrescentar misoginia a seus currículos de botequim, numa postura até estranha, já que teoricamente esses homens gostam de mulher... aham).
Um jovem gay foi brutalmente assassinado em Porto Rico, fazendo com que o nativo mais famoso, Ricky Martin, se pronunciasse sobre o caso (sem aproveitar para se assumir).
Leila Lopes se matou com finesse, deixando uma carta de despedida muito sã, onde se dizia cansada. Suicídio é outro daqueles tabus que fazem a classe média estufar o peito com seus valores, mas a vida era dela, ela não quis ficar velha, estava com saudades da mãe, já tinha rodado o mundo... Deixou o enterro pago, o que é elegante.
Lady Gaga foi escolhida a mulher do ano pela MTV, o que me parece bem óbvio, já que ninguém brilhou como ela em 2009. Com meu ingresso comprado para bater cabelo em frente à virilha da Beyoncé em Fevereiro, minha lista de shows pop estaria completa, não fosse justamente o advento glorioso de Gaga e sua genialidade kitsch.
Voltando ao futebol, Richarlyson é mais uma vez motivo de chacota, agora que colocou um aplique nos cabelos. É uma pena que a torcida de seu próprio time (é o São Paulo, né?) crie tanto caso, quando o clube segue com postura tão profissional, cobrando do atleta que ele faça seu trabalho e pronto. Pode parecer que a solidariedade é por que eu sou gay, mas se o cara está fazendo o trabalho dele direito, ele podia ser gay, ser cego, ser roxo e ninguém tem que falar nada.
Enfim, vamos ver se agora retomamos o ritmo. Vai ajudar muito se nosso bolão da Mega Sena der certo e pudermos postar ricamente via iphones com penduricalhos Tarina Tarantino.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Parada do nosso amor...



Num dos anexos de seu glorioso Devassos no Paraíso, João Silvério Trevisan fala sobre as paradas gays e seu impacto em nossa vida social e representação política. O anexo se chama "A parada do nosso amor". Sempre gostei do título, pois é essencialmente isso mesmo, uma parada (do/pelo/em prol do) nosso amor.

Ontem, o Rio teve sua 14ª Parada, e mais uma vez eu tive a confirmação de que mesmo com a festa, este é um evento político de importância única, que para mim representou uma redenção e um recomeço.

A simples visibilidade já é significativa, mas no Rio temos um governador que apóia e comparece ao evento (e até dança...). Sem conseguir fugir de citar a vitória olímpica, Sérgio Cabral discursou e apoiou o evento, terminando com o óbvio: Se um homem gosta de outro, é problema só dele...
Nosso prefeito prometeu aumentar os recursos para o evento, que é tão benéfico para a cidade, e criar uma coordenadoria para promover o desenvolvimento de políticas públicas para a população GLBT.
Os trios mandavam o recado da igualdade e da tolerância, e uma religião sem preconceitos fazia divulgação (enquanto uma outra tentava nos convencer de que "a mulher é para o homem, segundo a vontade de Deus", e viva a diversidade de opiniões).

Choveu do início ao fim, mas isso não desanimou o povo. Hoje, veio a coroação. Apesar de ainda ser um título discutível, as preces do meu homofóbico detrator virtual não deram em nada (Deus devia ter mais o que fazer...), e o Rio foi escolhido como o melhor destino gay do mundo. Isso é ótimo para a cidade olímpica, pois mesmo que ainda estejamos longe do ideal, é mais um estímulo para chegar lá (o melhor destino americano é Nova York, and boy, we WILL be together again!).

Distribuição de camisinhas, divulgação de Do Começo Ao Fim e tivemos um evento pacífico, bonito, significativo e divertido. Um sucesso.

Para mim, um novo ciclo. Sete paradas atrás, eu estava feliz da vida, pois finalmente tinha encontrado alguém para chamar de meu. O Brasil era penta, e a alegria generalizada só fez da parada uma festa maior. Redescobri um amigo de infância e revi o L.D, que logo se tornaria tão fundamental para minha vida. Tinha esperanças... Nesse ano, foi um recomeço. Talvez a chuva tenha servido para "lavar a alma".
Não gosto dessa idéia de "Lei do retorno", acho simplista, como quase todas as teorias que buscam confortar o povo. Se Deus não existe, EU sei bem que o meu antigo relacionamento teve muitos momentos felizes, mas claro, foram os ruins que o levaram ao fim, e talvez eu tenha sido recompensado por eles... O meu piercing no nariz está de volta. Involução? Prefiro pensar que é uma aliança. Depois de anos, eu finalmente posso voltar ao que era, sem perder o que aprendi no caminho. Relacionamentos são complicados, pois é difícil se adaptar a uma pessoa nova, desconhecida, que de súbito fica tão próxima. É preciso se comprometer, mudar... e não me arrependo de nenhuma mudança que tive. As reversíveis não eram mudanças verdadeiras, então basta retomar o que havia de bom no meu antigo eu, tão jovem, e adicionar a experiência desses sete anos. Talvez as energias da compensação tenham agido para que eu estivesse preparado para recompensa, pois eu tenho certeza que sou uma pessoa melhor agora, muito mais merecedora desse novo amor, desse novo tempo, desse recomeço...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Muito trabalho e filmes...


Pois é pessoal, depois de um Agosto ativo, passamos setembro parando e outubro congelados, mas como disse o L.D, estamos de volta! Minhas desculpas são o trabalho puxado, crises na faculdade e uma maratona louca para ver o máximo de filmes do festival do Rio possíveis. É triste, mas acabei dando mais atenção ao Ambrosia, e você podem ler minhas resenhas completas sobre os filmes que vi lá.

Comecei o Festival vendo o maravilhoso "Eu Matei Minha Mãe", que eu nem sabia que tinha um personagem gay, já que não fazia parte da mostra específica... para mim pelo menos, não teve como não me identificar com a história de amor e desentendimento de Hubert e sua mãe...

Segui com "Fúria", sobre políticos americanos enrustidos, e adorei ver o Ney Matogrosso em "Depois de Tudo".

Me emocionei bastante com a ópera documentário "Arvores com Figos", que fala da AIDS com tanta leveza. Um grande acerto na mostra foi "An englishman in New York", sobre o delicioso Quentin Crisp, e "Ander" foi uma ótima surpresa. As decepções foram "Boy", que é bem chatinho, e "Humpday", que não é tão engraçado ou ousado quanto prometia...

Na premiére Brasil, gostei muito de "Sonhos Roubados", e meio que por acidente assisti um tocante documentário sobre o domínio do Tibete pela China (evidentemente, fora da premiére Brasil...), "Fogo sob a Neve".

Sem dúvida, uma das grande alegrias foi ver o hilário "Matadores de Vampiras Lésbicas", e os outros filmes que vi podem ser conferidos na lista do Ambrosia. O caso é que aproveitei bem o festival de cinema, podendo gritar a plenos pulmões que "cinema é a maior diversão", sem medo de "chover no molhado".

Pra semana eu comento o Nobel do Obama, a marcha nacional pela igualdade nos EUA, casos curiosos, e a violência na cidade sede das olimpíadas 2016. Fazer o que, né? Tanto tempo sem postar, vamos ter que correr atrás...