sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Isso que é cinema...
E os policiais, héin? Perderam a chance de passar o fogo...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Muito trabalho e filmes...

Pois é pessoal, depois de um Agosto ativo, passamos setembro parando e outubro congelados, mas como disse o L.D, estamos de volta! Minhas desculpas são o trabalho puxado, crises na faculdade e uma maratona louca para ver o máximo de filmes do festival do Rio possíveis. É triste, mas acabei dando mais atenção ao Ambrosia, e você podem ler minhas resenhas completas sobre os filmes que vi lá.
Comecei o Festival vendo o maravilhoso "Eu Matei Minha Mãe", que eu nem sabia que tinha um personagem gay, já que não fazia parte da mostra específica... para mim pelo menos, não teve como não me identificar com a história de amor e desentendimento de Hubert e sua mãe...
Segui com "Fúria", sobre políticos americanos enrustidos, e adorei ver o Ney Matogrosso em "Depois de Tudo".
Me emocionei bastante com a ópera documentário "Arvores com Figos", que fala da AIDS com tanta leveza. Um grande acerto na mostra foi "An englishman in New York", sobre o delicioso Quentin Crisp, e "Ander" foi uma ótima surpresa. As decepções foram "Boy", que é bem chatinho, e "Humpday", que não é tão engraçado ou ousado quanto prometia...
Na premiére Brasil, gostei muito de "Sonhos Roubados", e meio que por acidente assisti um tocante documentário sobre o domínio do Tibete pela China (evidentemente, fora da premiére Brasil...), "Fogo sob a Neve".
Sem dúvida, uma das grande alegrias foi ver o hilário "Matadores de Vampiras Lésbicas", e os outros filmes que vi podem ser conferidos na lista do Ambrosia. O caso é que aproveitei bem o festival de cinema, podendo gritar a plenos pulmões que "cinema é a maior diversão", sem medo de "chover no molhado".
Pra semana eu comento o Nobel do Obama, a marcha nacional pela igualdade nos EUA, casos curiosos, e a violência na cidade sede das olimpíadas 2016. Fazer o que, né? Tanto tempo sem postar, vamos ter que correr atrás...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Twitadas desastradas e Tele-realidade
O Twitter, para mim, ainda não "pegou". Eu não consegui configurar o perfil para acessá-lo do celular (nem sei se conseguiria isso com o meu celular pobre...), e se é para entrar na internet, fazer login e escrever alguma coisa, melhor fazer por aqui, né?
Mas o caso interessante do Twitter é que realmente deu certo para os famosos, que agora estão muito mais acessíveis, em perfis assumidamente verdadeiros.
E hoje, não se fala de outra coisa nos sites de fofoca além dos problemas da rainha Xuxa com a nova ferramenta. Para explicar tudo melhor, leiam a coluna do Mauricio Stycer, aqui, e para rir da situação, leiam os comentários do "Te dou um dado?".
Há várias questões nessa história toda. Eu, particularmente, gosto da Xuxa, como já disse aqui, mas entendo os ataques. Outro post do "TDUD?" que me matou de rir foi sobre os comentários do Danilo Gentili sobre a coisa, mas na minha opinião, ele mais uma vez pesou a mão.
Como apontado na coluna do Stycer, o acesso às celebridades realiza o sonho de conversar com a TV, e como comentado lá, temos aquela confirmação do óbvio, de que as celebridades são pessoas como nós, com seus erros e acertos.
Sabemos que Xuxa vive num mundo particular (e rosa), e se eu tivesse a fortuna dela (only a matter of time, my dears...), também o faria. Ser rico e famoso é o sonho de muita gente, então fica difícil mesmo deixar passar a chance de apontar os defeitos de alguém assim. Mas aí, como em tudo que envolve opiniões, entra a maldade.
Ainda ontem eu li uma crítica sobre a homenagem à Xuxa no festival de Gramado. É pertinente, pois uma premiação de cinema deve se preocupar mais com o conteúdo artístico das obras e dos intérpretes, mas é preciso lembrar que dentro do que se propõe, Xuxa é bastante eficiente.
Por trajetória e por opção, a ex-modelo trabalha com crianças, e atinge seu público-alvo em filmes que divertem e criam o hábito de ir ao cinema. Ninguém precisa dizer que ela é boa atriz, ou que seus filmes são de alto teor intelectual. Nem é a proposta.
Aí, ela derrapa no Twitter, e depois defende a filha. Claro, todo mundo riu. Eu ri. Mas ficar fazendo esse circo de opiniões, resenhas e afins (que resultou nessa daqui também), é demais. Talvez seja impossível que as coisas para ela sejam normais... é a sina das celebridades.
Não queria tomar partido, até por que não suporto erros ortográficos, e o Danilo Gentili fez piada com um outro post de Xuxa, sem falar nada dos tais erros. Mas como ele é sem graça, né? Eu não achei muita graça no filme "Brüno" justamente por causa desse tipo de humor babaca, maligno, que só sabe fazer rir através do achincalhe. Não vejo o CQC, mas não é a primeira vez que uma declaração do Gentili não é nada gentil. Isso me afeta talvez pela semelhança com a homofobia... vai saber...
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Ainda na coluna de Maurício Stycer, achei interessante a reflexão sobre a "imitação da Globo" feita pela RECORD com "A Fazenda", e como é o público quem deseja essa imitação.
Eu já tinha pensado sobre isso, analisando exclusivamente o BBB. É impressionante como o reality show, pela influência do público, só funciona quando "imita" uma novela. Se considerarmos o programa como um experimento, sabendo que o macro se reproduz no micro, temos um perfeito panorama da sociedade brasileira.
Tal é a penetração cultural das novelas (ou sua capacidade de refletir nossa cultura?), que qualquer reality show, qualquer CPI, qualquer eleição, vira novela. Temos mocinhos, vilões, reviravoltas... não são muito mais emocionantes (para quem assiste) os jogos em que o time ganha de virada, vencendo as adversidades e conquistando sua glória no finzinho?
A questão GLOBO/RECORD é muito mais sociológica do que simplesmente imitação de formatos. O problema é que entretenimento é um produto e é vendido, então tem que atender a demanda... E quem MANDA, é o público.
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Em tempo: "Cidade de Deus" foi eleito pelo IMDB como o terceiro melhor filme do milênio.
Listas de melhores e piores sempre são polêmicas, mas essa eu achei curiosa... fala sério, né? Eu gosto do Batman, mas não é para tanto. Nesse mesmo Top Ten há filmes com histórias muitos mais interessantes, como "Brilho eterno de uma mente sem lembrança" ou muito bonitos, como "O fabuloso destino de Amélie Poulain". Enfim, fica o orgulho nacional pela boa posição de "City of God". Com Batman e "O Senhor dos Anéis" na frente, para mim ficou em primeiro...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Eating Out, a primeira trilogia gay.
O primeiro e segundo filmes fizeram bastante sucesso (com o segundo revelando ao mundo a nudez maravilhosa de Marco Dapper), e o terceiro promete repetir a dose.
Com questões interessantes sobre a sexualidade e seus "limites" discutidas com muito humor, a trilogia termina fechando com chave de ouro, com um elenco de lindos assumidamente gays, o que é raríssimo...
Abaixo o trailer do primeiro filme:
E por fim, o teaser do terceiro:
Mal posso esperar para baixar e assistir (por que esses filmes não serão lançados aqui nunquinha...)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Mais Diva, mais cultura, mais fabulousness!
Priscilla Pires inovou com o tema "princesa devassa", e pela primeira vez um ensaio da Playboy tem homens seminus.
Como disse na época do BBB, o grande lance da morena é falar abertamente sobre isso, contrariando anos e anos de opressão à mulher, especialmente num país machista como o nosso.
Aí, é claro, há o outro lado da moeda e a "objetificação da mulher", mas Pri já provou que é muito mais que um corpão voluptuoso e nesse ensaio, os objetos (de cena) são os homens. Até o (bem dotado) namorado dela participou das fotos, mas sem mostrar o rosto...
E abaixo, a foto dela para a capa da revista NOVA, num estilo mais classudo (apesar do decote e de levantar o vestido... haha!):
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Nessa semana teve um burburinho na mídia depois que Aguinaldo Silva disse em seu blog que Reynaldo Gianecchini faria um vilão gay na minissérie "Cinquentinha", que estréia no dia 02 de Outubro.
A informação foi negada pela Globo e pelo ator, que disse que a agenda cheia não permitiria que fizesse o trabalho (segundo o Te Dou Um Dado?, ele arregou mesmo).
O que quero ver é o tal personagem, não importando o ator (posso mandar currículo ou tem que ter 40 anos?). Finalmente ver um gay mau será um sonho para mim, se ele não terminar com uma mulher...
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Terminando em cultura, daqui a pouco começa a temporada cultural com os festivais de cinema e de teatro (e depois o ano acaba), e já deixo a dica de dois filmes interessantes.
O primeiro é o brasileiro "Elvis e Madona", que conta a história de amor entre uma lésbica e um travesti. Já tem minha simpatia por discutir os limites dessas "etiquetas sexuais" e mostrar como a sexualidade e o amor são amplos.
O outro, "Humpday", é uma comédia sobre dois amigos héteros que decidem lançar um filme pornô de uma transa entre os dois. Nada de questões afirmativas pró-homossexualidade, mas risos e elementos para se pensar sobre a aproximação entre os homens e seus amigos.
Por fim, sem necessariamente indicar o filme ainda, vale uma lida nesta matéria sobre a polêmica em torno do novo filme de Sherlock Holmes, que ainda nesse terreno da amizade entre homens, explora a intimidade entre o detetive e o Sr. Watson de uma forma que incomodou algumas pessoas...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
BRÜNO
Assim como em Borat (tão 2006!), a idéia é usar situações extremamente constrangedoras justamente para denunciar os preconceitos e absurdos daqueles considerados normais. Se antes tínhamos um repórter do Cazaquistão que vomitava machismo e anti-semitismo, agora temos um afetado apresentador gay de Viena, com o sonho de se tornar "a celebridade mais famosa da Áustria depois de Hitler".
Em sua jornada, Brüno critica a fábrica de celebridades de Hollywood, o conteúdo de programas de TV e o mundinho fashion, enquanto as reações às suas cenas absurdas vão revelando como aceitar o diferente ainda é uma questão espinhosa.
A GLAAD (Gay and Lesbian Alliance Against Defamation), pediu que a Universal, distribuidora do filme, incluísse um aviso politicamente correto de tolerância, por considerar que o filme, embora tenha momentos engraçados, muitas vezes faz piada do comportamento homossexual. O aviso não foi colocado, e a nova polêmica é com o grupo terrorista Al Aqsa Martyrs Brigades, que ameaça tomar providências contra Cohen, por "conspirar para usar o nome do grupo" num filme de tal conteúdo.
O caso é que depois de Borat, ninguém deve esperar de Brüno um humor refinado, e é aí que expectador deve tomar partido.
Se gosta de sátira e de situações que beiram o escatológico, mas que até dão o que pensar, com certeza vale a ida ao cinema. Já se a onda é refletir sobre questões sérias, sem espaço para desconforto, talvez seja melhor esperar o lançamento em DVD.
Eu, que quase sempre acho a militância exagerada, fiquei mais interessado e ver as reações do público e das "vítimas" de Brüno do que em me sentir ultrajado pelo personagem.
B-Fab poderia ter feito download do filme como fazem os seus amigos, só para postar aqui uma crítica, contudo, preferiu esperar o convite para uma exibição exclusiva para a imprensa, permanecendo fiel a seu fabulous self!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
The Celluloid Closet (1995)
Falando em Commercial Closet...
Só tive a oportunidade de ver esse filme porque um amigo conseguiu comprar esse filme. Hoje sei que ele está disponível internet a fora mas não estou aqui pra incentivar a pirataria.
Na busca que fiz antes de postar descobri que os diretores Rob Epstein e Jeffrey Friedman são também os responsáveis pelo obrigatório Paragraph 175 (O Triângulo Rosa) - um filme sobre a perseguição nazista aos homossexuais. Em ambos os filmes é possível perceber a investigação documental dos dois. Acho até que o filme fala as suas referências bibliográficas além do livro do livro homônio de Vito Russo.
Celluloid Closet (O Outro Lado de Hollywood) fala sobre a presença de personagens homossexuais em produções cinematográficas, principalmente norte-americano, desde o cinema mudo à produções mais recentes.
Este documentário conta com depoimentos de astros hollywoodianos como Tom Hanks, Whoppie Goldberg, Susan Sarandon e Shirley Maclaine assim como de autores como Gore Vidal (Ben Hur, Suddenly Last Summer) e Paul Rudnick (roterista de Será que ele é? e Jeffrey). Sem falar da participação do ícone Quentin Crisp - quem não conhece deveria ver a adaptação cinematográfica de sua biografia.
O legal desse documentário é o outing de cenas que passaram despercebidas pelo grande público, assim como os depoimentos sobre como a presença de tais personagens, mesmo de modo implícito na maioria das vezes, foi importante para algumas pessoas.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
"Do Começo ao Fim" ou Incesto? Quem Liga?
Como eu sou a pessoa que nunca fala de nada muito divertido nesse blog eu resolvi falar de algo que está ecoando na gaymediaesfera... o filme "Do Começo ao Fim" do cineasta Aluízio Abranches que conta a história de amor "incestuoso" entre dois irmãos. Franciso e Thomás. Isso mesmo dois rapazes. Como eu não me interesso muito pelo assunto não dei muita importância às primeiras notícias sobre o filme mas depois que vi o trailer abaixo a... curiosidade nasceu em mim:
E eu comecei a me perguntar o porque uma história de incesto estaria fazendo tanto sucesso gaysfera a fora. Eu acho que o primeiro motivo pode ser ilustrado no teaser abaixo:
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Presságio
Hoje a dica cultural é minha, então não é filme de arte ou exclusivamente de temática gay e sim um bom filme americano, do circuito.
"Presságio" (Knowing), o novo filme de Alex Proyas, é uma ficção científica/filme catástrofe apocalíptico/suspense de medinho que me saiu uma grata surpresa.
Vou colocar um SPOILER ALERT, por que desse ponto em diante falarei do filme e a princípio eu iria me conter sobre algumas surpresas, mas não sei se vai dar...
A história começa em 1959, quando é inaugurada uma escola e as crianças fazem uma cápsula do tempo com desenhos de como seria 2009. A menininha atormentada e melancólica que teve essa idéia, ao invés de desenhar os foguetes e carros voadores dos anos 2000, faz uma sequência de números. 50 anos depois, a cápsula é aberta e cada aluno de hoje recebe um envelope. O que contém os números vai para o filho do personagem de Nicholas Cage. É o garoto que acha que os números podem significar algo e seu pai, um professor de astrofísica do MIT, acaba descobrindo que os números mostram datas, coordenadas e número de mortos de inúmeros acidentes e incidentes desses 50 anos, com 3 deles ainda por vir.
Quando o primeiro se confirma, ele tem certeza de que a lista é válida e tenta impedir o segundo, enquanto investiga a vida da menina. Seu filho passa a ser seguido por homens ASSUSTADORES e ele acaba localizando a filha e a neta da menina que fez a lista. Com a investigação, descobre que a última das profecias não indicava 33 como número de mortos, e sim a sigla EE, de "everyone else" (todo o restante). Ou seja: apocalipse. Aí o filme segue para a sua parte final, com coisas do roteiro amarrando tudo.
O interessante do filme é que o personagem dele discute, com o filho e os alunos, a eterna questão entre religião e ciência, se todos os acontecimentos são pensados e acontecem por algum motivo ou simplesmente por uma incrível coincidência.
AGORA SIM, O SPOILER!! Como as profecias vão se confirmando e no fim ficamos sabendo que os homens assustadores são alienígenas que vieram a Terra para recolher alguns eleitos, temos uma confirmação "científica" do apocalipse biblíco. Seres vindos dos céus para poupar escolhidos, hecatombe e profetas, num filme que se chama "Knowing" levanta a hipótese que a Bíblia poderia ser confirmada pela ciência, com anjos, deuses e denôminos sendo simplesmente a interpretação de nossos antepassados dos habitantes de outros planetas.
A graça está em pensar nas possibilidade e ver o que escolher, com essa liberdade. Pois assim como na aula que acontece dentro do filme, temos a opção. Ou seja, diversão para crentes e ateus.
ADORO!




