sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Novos ciclos...

Pois é, não há mal que sempre dure, então acho que o meu inferno astral deve mesmo ter chegado ao fim, por que esta é a única explicação para as duas notícias abaixo:

Melanie B confirma no Twitter que as Spice Girls vão se reunir novamente

Filme live-action da Barbie encontra estúdio

Não há palavras...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sobre o fetiche da conversão

Acontece com qualquer um. Você conhece aquele alguém que atende todas as suas mais loucas exigências (geralmente) físicas. Mas infelizmente nem se é reparado porque a orientação sexual é diferente da que gostaríamos. E o que fazemos então? Aceitamos como mais uma ironia da vida? Não, não. A gente insiste. Talvez ele não tenha reparado como "eu sou" inteligente/gostos@/bem-humorad@/estilos@ e tantos outros predicados.

Difícil dizer porque alguns homens e mulheres teimam em achar que alguns homens podem ser "convertidos" e que podem mudar de orientação sexual. O fato é que acontece, e eu gostaria de dividir algumas opiniões sobre o assunto com vocês. Só gostaria de deixar claro que em momento algum quero dizer que seja possível algum tipo de conversão em algum sentido definitivo da coisa.

Talvez porque na nossa cultura faça parte do papel social feminino ser atraente tanto física quanto intelectualmente para os homens (mesmo que isso signifique ser mais burra), quando mulheres e gays encontram um homem que eles não conseguem atrair (de jeito maneira) talvez isso mexa com a nervos dos que se sentem mais confiantes - por se acharem irresistíveis - e inicie um complicado jogo de conquista com o objetivo único de não passar despercebido ou ser rejeitado.

Outra possível explicação poderia ser, também, o fato de que na nossa sociedade o homem seja direcionado a valorizar mais os estímulos sexuais/sensoriais físicos do que os emocionais/psicológicos o que o tornaria mais sexualmente "flexível" do que as mulheres que supostamente precisariam de um vínculo afetivo que requer táticas mais complexas e aleatórias que estímulos físicos/sensoriais. Isso sem mencionar que rapazes tendem a valorizar mais o número de conquistas sexuais que as moças. O que justifica sexo por sexo tanto para homens héteros quanto para homens gays, mas o que não quer dizer que fazer sexo com uma pessoa de orientação sexual diferente muda a percepção do mesmo sobre a sua própria orientação.

Não tenho como dizer que nunca desejei ter um corpo bonito o suficiente que fosse capaz de enfeitiçar/atrair até homens (que se consideram) héteros. Mas nunca passou, pra mim, de um fetiche, que se concretizado só poderia me trazer dor de cabeça, já que a idéia de convencer alguém sobre a sua própria sexualidade nunca me pareceu tão atraente assim.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

National Pride

Olhem que interessante a coluna de ontem do Mauricio Stycer.

Taí uma coisa na qual eu sempre pensei. Não por ser anti-nacionalista não, mas sim por que esse tipo de comportamento é ridículo.

Me marcaram três momentos. O primeiro no show da Madonna de 1993, quando ela vestiu uma camisa do Flamengo, para delírio da multidão, enquanto tentava falar meia dúzia de palavrões em português. Legal, todos os artistas decoram algumas palavras para mostar simpatia mas e daí? Escutar a nossa língua sair da boca da Madonna faz com que ela soe melhor em que? Isso se repetiu no show dela no ano passado, com a camisa da seleção. Grandes coisas.

Outro momento interessante foi no show da Briney Spears, no Rock in Rio de 2001, quando a bandeira americana foi vaiada e vários comentaram que ela deveria ter exibido uma bandeira do Brasil. Pergunto: WHY? Britney Spears por acaso é brasileira?

Tenho certeza que nenhuma das pessoas que vêem shows internacionais como palco para nacionalismo topariam abraçar a bandeira dos EUA num show em Nova York, de onde se conclui que a homenagem só pode ser feita ao Brasil, e nunca retribuida...

Eu, héin!

domingo, 13 de setembro de 2009

It was acceptable in the eighties... it was acceptable at the time!

Todos que lêem o blog sabem como eu admiro o look dos anos 80. Há coisas absurdas, mas o exagero tem personalidade, e os anos noventa me parecem só cafonas, já que a década anterior era cafona sim, mas com estilo.

Falando em estilo, está sendo gravada em Nova York, nesse momento, a sequência cinematográfica de Sex and the City, e em flashbacks de vinte anos atrás, vemos as garotas como chegaram a NY: cheias de estilo, mas nos anos 80!


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Are babado!

Essa semana está super difícil postar alguma coisa. Nem a última semana da novela eu consigo ver.

Mas não posso deixar passar em branco assim... Encontrei essa foto no orkut de um amigo e achei o MÁXIMO.

Por mais que eu saiba que esse final é tão irreal quanto a Luciana Gimenez ganhar o Nobel, a iniciativa da foto foi legal e se a Globo deu permissão pra isso, PARABÉNS!

Are Baba!

domingo, 6 de setembro de 2009

Transgêneros, TV e Talento

Poucas são as vezes em que membros da comunidade LGBT aparecem de forma positiva na televisão e no caso dos transgêneros, em geral, a probabilidade disso acontecer é ainda menor. Comumente qualquer pessoa que quebre o código social dos gêneros só aparece na mídia como fonte inesgotável de piadas, muitas das quais incrivelmente depreciativas.

Sei que muitas das vezes são transgêneros que conseguem um espaço na mídia pelo seu senso de humor e capacidade de rirem de si mesmos. Mas dificilmente vemos transgêneros representados com naturalidade ou mesmo a entediante assexualidade de gays e lésbicas de novela.

No entanto no último mês bombaram na internet vídeos de dois reality shows onde dois transgêneros se mostram como fortes concorrentes em competições de talento.

A primeira é a dançarina Leyomi do grupo de dança Vogue Evolution que participa de uma competição da MTV americana para escolher o melhor grupo de dança dos EUA.


Já o segundo vídeo foi tirado do programa brasileiro Ídolos daquela emissora de índole...



Em ambos os vídeos a questão da sexualidade é posta em segundo lugar. O destaque, e impacto incial fica por conta do talento, tanto de Leyomi quanto da Lívia Mendes.

Agora é acompanhar a condução da abordagem do assunto nos programas. No MTV eu não duvido que isso não gere conflito nenhum, mas em se tratando daquela emissorinha lá, não ficaria assustado se o número de votação para a Lívia fosse surpreendentemente desconectado numa final...

sábado, 5 de setembro de 2009

Amor, sexo e pais homofóbicos... ou"Tranformei meu filho em bicha?"

Na sexta passada teve a estréia de "Amor e sexo", novo programa da Rede Globo, apresentado por Fernanda Lima. Nos moldes do "Altas Horas", mas centrado em sexo, ainda não vi muita coisa para dar uma opinião conclusiva, mas acho legal termos um espaço para falar do assunto na emissora.

Além de joguinhos e matérias, o programa conta com uma sexóloga para responder as perguntas do público com embasamento, e o politicamente correto e a modernidade vão garantir que as posições oficiais sejam sempre gay-friendly. Mas é claro, num programa que recebe ligações externas e faz pesquisa na rua, temos que tudo...

No programa de hoje, um pai preocupado ligou para dizer que seu filho é homossexual, e queria saber se pode ter contribuído para que ele optasse por isso, e se há algum tratamento que possa reverter isso.

A doutora falou lindamente sobre como a homossexualidade não é uma doença, e que uma reversão da condição não deve ser buscada. Falou de amor e aceitação, e de como os pais podem afetar seus filhos com uma rejeição do tipo. Depois, foi exibida uma pesquisa nas ruas, com uma maioria de respostas positivas, embora muitos tratem da orientação sexual como algo opcional. De maneira realista, falou-se da surpresa e do choque inicial, mas o amor saiu ganhando como argumento. Uma exceção foi um senhor (que eu nem achei o mais másculo da paróquia...) dizendo que não aceitaria ter um filho gay, pois isso seria sinal de que não o criou bem.

Ok, eu posso ser pouco nobre, mas quando escuto algo assim, tal é a minha revolta que só penso em homicídio mesmo...

Recentemente tivemos a polêmica daquela pseudo-psicolóloga, Rozângela Justino, que disse ter "curado" vários gays, e que se sentia ameaçada pela "militância gay nazista". O assunto acabou passando sem menção aqui no blog, acho até que por ela ter recebido o CHAMADO divino quando comprou um disco do Chico Buarque que veio com músicas de louvor no lado B (um milagre, é claro).

Pode ser também por que eu acho que as pessoas devem ser livres para procurar o que julgarem certo, inclusive uma reversão de seu desejo sexual, ainda que eu só possa concluir, pela minha vivência, que tal esforço é ridículo.

Vou reproduzir abaixo um trecho da carta à psicóloga publicada por Jean Willys:

É possível que os oprimidos se identifiquem com a ideologia de seus opressores mesmo sem terem consciência disso. É por isso que podem existir negros racistas e homossexuais moralistas. E é por isso também, minha senhora, possível que muitos homossexuais que não resistam às pressões e violências diversas impostas pela ordem em que vivemos tenham procurado seu “consultório” em busca de “cura” para a homossexualidade. A este comportamento nós chamamos de homofobia internalizada. Se a senhora fosse uma psicóloga competente e ética, saberia que os objetivos de uma terapia psicológica não podem ser definidos em termos de mudanças de comportamento do paciente. A cura no sentido de restabelecimento do estado anterior a uma doença é um privilégio da medicina e só existe para patologias provocadas por vírus, bactérias ou fungos ou por disfunções orgânicas e hormonais ou, ainda, para certos tipos de câncer. Homossexualidade não é doença, logo, não precisa de cura.

Fica o recado para os pais preocupados então (o que ligou para o programa já teve resposta). Amem seus filhos. Um filho é uma pessoa diferente de você, com quem não necessariamente você vai se identificar, com idéias próprias que não necessariamente você vai apoiar. Cabe, então, o viva e deixe viver. O respeito. E isso já requer uma grande quantidade de amor.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Going GaGa over Lady!

Bom, eu ainda não consegui realizar o projeto de homenagear as grandes divas da minha vida aqui no blog, e nem começaria por ela, mas tenho que dizer: EU AMO LADY GAGA!



Pop é pop, então não quero discutir originalidade ou conteúdo em sua obra. O que me atrai é o flerte com o kitsch, a estética gay e oitentista, forte também na deusa Kylie.
Mas o post é só para comentar esta notícia:

Lady GaGa declarou que o ponto alto de sua carreira foi atingido em um show de Nova York, com dois homens fazendo sexo na platéia, que incluía Madonna. A cantora disse ainda ter tudo o que sempre quis com isso, e que jamais viraria as costas à comunidade gay que, segundo ela, é a razão por ela estar onde está hoje.

Eu concordo com ela, até por que grandes divas são feitas por seus admiradores. A postura gay-friendly, as letras ambíguas e sexualizadas também ajudam, e OH MY GOD! Como eu gostaria de transar num show dela, com a Madonna do meu lado (ou num da Madonna com ela ao meu lado...)!! Dificilmente alguma situação pode ser mais gay do que essa...

Bom, teve o caso do chiuaua de brinco rosa roubado por um homem com uma tatuagem da Britney Spears, mas aí já é outra história...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Was about fucking time!

Nunca usarei este ou qualquer outro espaço para promover a violência. Sim, sou humano, e mesmo como "gay modernoso", tenho minhas intolerâncias, sinto raiva, me vingo, e sou capaz de muita coisa. Mas em linhas gerais, não apóio a violência.

É lógico que mais cedo ou mais tarde os homossexuais reagiriam à violência a que somos expostos todos os dias de forma violenta. O próprio levante de Stonewall começou assim, com uma reação violenta à opressão.

Mas em Pittsburg, Filadélfia, um grupo denominado "BASH BACK" prega que se dê o troco no Estado opressor e heteronormativo. Não, não é um episódio da quarta temporada de "Queer as Folk"...

O grupo diz lutar pela liberação, se colocando contra a opressão do Estado e qualquer forma de governo. Admite e valida a luta GLBT, mas considera o desejo por instituições como o casamento mero simulacro da heterossexualidade, reproduzindo as normas de uma forma de poder heterossexual.
Eles são contrários ao que chamam de "Sistema binário de gênero", que classifica as pessoas em macho e fêmea. A maioria dos membros não se classifica assim, ou diz ser os dois. Anti-sistema, anti-militarismo e anti-casamento para qualquer um, o que eles apóiam é a auto-determinação do gênero, muito sexo e pornografia, e o confronto como primeira resposta à violência.

"Não estamos tentando mudar a cabeça das pessoas; nem tentamos forçar heterossexuais a nos dar liberdade. Estamos revidando," diz Tristyn Trailer-Trash, membro do grupo. "Vamos parar com a pregação de ódio, parar com a criação de um ambiente pouco amistoso para pessoas gays e trans. Não vamos ser bonzinhos com isso - eles não têm sido!"

Apesar do discurso, a violência do grupo é mais psicológica, com protestos, passeatas, beijaços e vandalizações em igrejas evangélicas, eventos políticos anti-gay e coisas do tipo.

Será esse o único caminho para conquistarmos nossos direitos? Revoltas e protestos já funcionaram para outros grupos, então é um caso a se pensar...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Racismo X Homofobia

Ontem eu vi no metrô um garoto com uma camisa onde se lia "NEGRO". Sem grandes surpresas o rapaz era negro...

Por mais que eu compreenda que tal demonstração de orgulho vem em resposta ao sentimento de vergonha presente por gerações, eu acho um pouco sem sentido, pois só serve para re-afirmar a diferença. Isso me parece contrário ao discurso de igualdade que defendem algumas das minorias sociais.

Eu como negro e gay não sinto necessidade de afirmar constantemente meu orgulho, mas quando o faço é em circunstâncias bem diferentes. Sendo negro, não preciso de camisas, gestos ou linguajar para que todos percebam o tom da minha pele e o fato de cultivar um black não quer dizer necessariamente que eu sou um negro mais orgulhoso que qualquer outro. Simplesmente quer dizer que eu sou obrigado a cuidar e me preocupar com o meu cabelo. Talvez diga que gostaria de ser a Beyoncè quando danço suas músicas com o B Fab.

Semana passada eu descobri um blog que fala sobre duas coisas que motivaram esse post, a dificuldade sobre aceitar a diferença, e sobre alguns dos conflito que ser negro e gay podem trazer em nossa sociedade.

Quando se é negro, sua família muito provavelmente é negra, então você só passa a se entender como diferente quando conhece o outro. Isso significa que você nunca se vê tão destacado das outras pessoas por haver outros iguais a você desde a infância.

Agora quando se é gay, dificilmente se está numa posição onde existam pessoas iguais a você ao seu redor. E até você encontrar essas pessoas, que te fazem perceber que você não é tão diferente assim, é difícil compreender e aceitar tudo que ser gay significa.

Enquanto racismo se aprende fora de casa, muitos são apresentados à homofobia desde sempre. Não estou querendo dizer que a homofobia é pior que o racismo. Longe disso, ambos matam e ambos devem ser combatidos. Só que enquanto no racismo existe conforto na família, na homofobia muitas vezes não. O que significa que durante o processo de descoberta e aceitação da sexualidade muitos se vêm sozinhos e isolados até da própria família. O que me parece ter efeitos psicológicos ainda mais graves.

Felizmente existe o exemplo de famílias que superam preconceitos e aceitam seus filhos e irmãos e os apóiam incondicionalmente, como foi apresentado no Profissão Repórter dessa semana(23/08/09), que mostrou o caso de um casal lésbico que decidiu ter filhos. Confesso que chorei vendo a história delas. Teve selinho, parto, choro, revolta... Vale a pena conferir.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Twitadas desastradas e Tele-realidade

Orkut, Facebook, Twitter. Eu tenho um conta em todas as ferramentas socias, mas me mantenho fiel mesmo ao Orkut, por que a preguiça de mudar alguma coisa é um ENORME defeito meu.

O Twitter, para mim, ainda não "pegou". Eu não consegui configurar o perfil para acessá-lo do celular (nem sei se conseguiria isso com o meu celular pobre...), e se é para entrar na internet, fazer login e escrever alguma coisa, melhor fazer por aqui, né?

Mas o caso interessante do Twitter é que realmente deu certo para os famosos, que agora estão muito mais acessíveis, em perfis assumidamente verdadeiros.

E hoje, não se fala de outra coisa nos sites de fofoca além dos problemas da rainha Xuxa com a nova ferramenta. Para explicar tudo melhor, leiam a coluna do Mauricio Stycer, aqui, e para rir da situação, leiam os comentários do "Te dou um dado?".

Há várias questões nessa história toda. Eu, particularmente, gosto da Xuxa, como já disse aqui, mas entendo os ataques. Outro post do "TDUD?" que me matou de rir foi sobre os comentários do Danilo Gentili sobre a coisa, mas na minha opinião, ele mais uma vez pesou a mão.

Como apontado na coluna do Stycer, o acesso às celebridades realiza o sonho de conversar com a TV, e como comentado lá, temos aquela confirmação do óbvio, de que as celebridades são pessoas como nós, com seus erros e acertos.

Sabemos que Xuxa vive num mundo particular (e rosa), e se eu tivesse a fortuna dela (only a matter of time, my dears...), também o faria. Ser rico e famoso é o sonho de muita gente, então fica difícil mesmo deixar passar a chance de apontar os defeitos de alguém assim. Mas aí, como em tudo que envolve opiniões, entra a maldade.

Ainda ontem eu li uma crítica sobre a homenagem à Xuxa no festival de Gramado. É pertinente, pois uma premiação de cinema deve se preocupar mais com o conteúdo artístico das obras e dos intérpretes, mas é preciso lembrar que dentro do que se propõe, Xuxa é bastante eficiente.

Por trajetória e por opção, a ex-modelo trabalha com crianças, e atinge seu público-alvo em filmes que divertem e criam o hábito de ir ao cinema. Ninguém precisa dizer que ela é boa atriz, ou que seus filmes são de alto teor intelectual. Nem é a proposta.

Aí, ela derrapa no Twitter, e depois defende a filha. Claro, todo mundo riu. Eu ri. Mas ficar fazendo esse circo de opiniões, resenhas e afins (que resultou nessa daqui também), é demais. Talvez seja impossível que as coisas para ela sejam normais... é a sina das celebridades.

Não queria tomar partido, até por que não suporto erros ortográficos, e o Danilo Gentili fez piada com um outro post de Xuxa, sem falar nada dos tais erros. Mas como ele é sem graça, né? Eu não achei muita graça no filme "Brüno" justamente por causa desse tipo de humor babaca, maligno, que só sabe fazer rir através do achincalhe. Não vejo o CQC, mas não é a primeira vez que uma declaração do Gentili não é nada gentil. Isso me afeta talvez pela semelhança com a homofobia... vai saber...
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Ainda na coluna de Maurício Stycer, achei interessante a reflexão sobre a "imitação da Globo" feita pela RECORD com "A Fazenda", e como é o público quem deseja essa imitação.

Eu já tinha pensado sobre isso, analisando exclusivamente o BBB. É impressionante como o reality show, pela influência do público, só funciona quando "imita" uma novela. Se considerarmos o programa como um experimento, sabendo que o macro se reproduz no micro, temos um perfeito panorama da sociedade brasileira.

Tal é a penetração cultural das novelas (ou sua capacidade de refletir nossa cultura?), que qualquer reality show, qualquer CPI, qualquer eleição, vira novela. Temos mocinhos, vilões, reviravoltas... não são muito mais emocionantes (para quem assiste) os jogos em que o time ganha de virada, vencendo as adversidades e conquistando sua glória no finzinho?

A questão GLOBO/RECORD é muito mais sociológica do que simplesmente imitação de formatos. O problema é que entretenimento é um produto e é vendido, então tem que atender a demanda... E quem MANDA, é o público.
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Em tempo: "Cidade de Deus" foi eleito pelo IMDB como o terceiro melhor filme do milênio.
Listas de melhores e piores sempre são polêmicas, mas essa eu achei curiosa... fala sério, né? Eu gosto do Batman, mas não é para tanto. Nesse mesmo Top Ten há filmes com histórias muitos mais interessantes, como "Brilho eterno de uma mente sem lembrança" ou muito bonitos, como "O fabuloso destino de Amélie Poulain". Enfim, fica o orgulho nacional pela boa posição de "City of God". Com Batman e "O Senhor dos Anéis" na frente, para mim ficou em primeiro...

Quem assumiu?

Será que às vésperas de completar meio-século, o eterno namorado da maior modelo da história se assumirá gay?

Não, apesar dos rumores e piadinhas... Ken, simplesmente, está desempenhando seu papel de espelhar a evolução da moda, na nova abordagem sessentista da linha "Barbie Fashion Model Collection".
Eu achei uma graça, e com certeza vou usar essa roupa da próxima vez que me fantasiar de Ken...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Futebol, religião, casamento, Milk e Brit!

Pois éam, ninguém está no blog errado. Eu, em toda a minha glória, falarei de futebol.

Na verdade, o lance é homofobia mesmo. Leiam o Blog do Milton Neves (e como sempre os inevitáveis comentários...), sobre a homofobia da qual o jogador Richarlyson é vítima (aqui, uma pouco mais sobre o assunto).

Não quero "chover no molhado", mas é impressionante como mesmo no que seria o auge da atividade masculina, pessoas ainda se preocupam com a sexualidade alheia. Não tenho como opinar sobre o rendimento do jogador, por que não sei como é e não me interessa, mas NAONDE que ele ser viado ou não muda alguma coisa?

Eis uma das questões que me faz pensar se eu não seria mais feliz sendo um completo ignorante. Se eu não tivesse cultura e pensamento crítico, com certeza não me espantaria com nada. Realmente, quem é crente, fanático e heterossexual simplesmente por não conhecer outra possibilidade que é feliz...
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A notícia abaixo é só para divertir, pois mostra outros famosos (além de mim), que não acreditam em Deus. Gostei muito da frase da Julianne Moore, por que é exatamente o que eu diria...
LEIAM!
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O vídeo abaixo é a primeira cena da terceira temporada da série "Mad Man", que eu nunca vi. Mas é bem divertido, e serve de conselho para os amigos que usam viagens de trabalho para dar escapadelas. Nunca se sabe no que vai dar...

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E esta eu li no "Trés Fab, sweetie!" (não, não é meu outro blog). No ano em que os EUA prestam homenagem a Harvey Milk, um bonde de São Francisco com sua imagem foi pichado com a palavra "FAG". Ok, tá na rua, é claro que ia ser difícil evitar... mas é foda!

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Terminando mais light com uma notícia do mesmo blog, um chiuaua de brinco rosa foi roubado de um bar gay por um cara com uma tatuagem da BRITNEY SPEARS!!!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Yaoi ou "O Canto da Revoada"

Não é todo dia que temos a notícia de que um galã de cinema não gosta de rotular sua sexualidade como aconteceu com o (...) Gerard Butler que não se define nem como hétero nem como gay por se envolver como ambos os sexos, apesar de haver blogs rotulando-o como gay, exclusivamente. No meio a várias notícias de mulheres famosas que se definiram como bi também.

Apesar do que algum noveleiro global especulou sobre a passarinha alheia não é de hoje que meninos e meninas fantasiam sobre a sexualidade de celebridades, até porque fantasiar não tira pedaço e, felizmente pro infame famoso "escritor", também dá audiência. (o novo video game da Angélica que o diga =D)

Mas quem nunca fantasiou também sobre a sexualidade de personagens fictícios, de quadrinhos, seriados ou mangás? E contrariando o que pensa o limitado ""autor"" o gênero de mangá que retrata relações (originais ou fantasiadas) entre dois homens - o yaoi - é, geralmente, feito por e para mulheres.

Exemplo disso é a artista Ponderosa que tem entre suas ilustrações cenas tórridas (botei as mais comportadas) entre personagens que movimentam a imaginação de milhares de fans. No blog/portfolio dela há cenas entre personagens dO Senhor dos Anéis, do seriado Supernatural, assim como Harry Potter, X-Men entre outros...

Ponderosa

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Clipping

Bom, todos já devem ter notado que o ritmo por aqui mudou. Em agosto atingimos nosso recorde de postagens, por que me deu a louca, estava vagabundeando e desceu um espírito jornalista que me convenceu de que não teria problema em postar de maneira mais regular. A proposta anterior, de deixar um post e esperar o povo refletir não tinha como acompanhar as notícias...
Bom, tudo pode mudar agora que eu trabalho e estou sempre morrendo de sono e tentando fazer a noite durar, ou uma nova onde de preguiça pode me acometer. Mas aí, conto com meus amigos LD e Literatum para dar um gás também... anyway, o post de hoje, ao invés de falar de uma coisa só, é um clipping de coisas que me chamaram a atenção aqui e no resto da internet...
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Priscilla Pires, diva eterna, barrou Ana (e Naiá) MAIS UMA VEZ! É impressionante como Pri é uma fonte inesgotável de alegria para mim... e mais impressionante é a burrice da Aná, né? Se colocar na mesma posição de novo? Claro, ela está se promovendo com isso, mas ainda assim...
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Não vou ficar colocando a mão no fogo pelo Obama, embora saiba que mesmo alguém com a melhor das intenções tem que capitular quando chega ao poder. Mas é ridículo ele ter que defender a reforma do sistema de saúde americano, como se facilitar o acesso à saúde fosse um erro...
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O site ACAPA fez uma resenha do livro "Terapia Afirmativa", de Klécius Borges, já indicado aqui no "P-Files".
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Também no ACAPA, o resultado (não surpreendente) de uma pesquisa americana que concluiu que 48% da população Gay e Lésbica faz terapia, por causa da homofobia.
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A (agora única) rainha do Pop, que encontrou Jesus no Brasil em Setembro finalmente foi flagrada aos beijos com ele:

Tá durando, né? Eu acho legal.
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Sobre outra rainha, fiquei feliz em ver a Xuxa e o Luciano Szafir assumindo a relação na CARAS. Sem medo de soar cafona e mostrar meu lado "pão com ovo" (até por que, ele não existe...), eu que cresci vendo a Xuxa gosto muito dela. Sou bem romântico (apesar de toda a luxúria e devassidão), então acho ótimo que depois de tanto anos eles estejam juntos e felizes... fora que essa carinha de Superman... ai,ai:

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Duas notícias do MIX: A procuradoria geral da república enviou um parecer favorável ao Supremo Tribunal, apoiando uniões civis fora do contexto homem-mulher (vamos torcer!).
E o Ministério da Saúde criou cartões virtuais (que podem ser enviados anonimamente) para ajudar as pessoas a avisarem seus parceiros sobre suas DSTs. Ok, deve ajudar... mas é complicado, né? Vai ter muito trote, sem contar que é uma coisa bem estranha... tipo "maravilhas da tecnologia". Posso entrar dentro de você, mas não tenho cara de ter uma conversa franca sobre uma questão séria. Eu entendo, mas é estranho como as coisas hoje são fáceis...
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Senhor Viril, não faço joguinhos. Simplesmente, acho mais justo que o senhor analise as opções, se for realmente fazer algum teste do sofá para entrar no blog (o que não significa que vá admitir ser preterido!).
E sobre o Literatum... ele está mais perto, né?
Anônimo, eu mesmo me preocupo com o conteúdo do blog, por que o idealizei como um espaço de cultura, mas nada impede que haja alguma diversão... vamos fazer um chat de pegação? Por que esse anonimato? Como você? Onde você mora? O que curte? Afim de tc? (diz ao menos a sua cidade e a primeira letra do nome, Vaaaiiiiii...)
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Agora, só um comentário, que não tem nada a ver com internet, e nem com o post "Adequações" do dia 29 de Julho: a minha academia está com tanto homem bonito que está difícil de eu me concentrar e malhar. Não bastasse a preguiça, agora isso!
Nesta terça a personagem da Arlete Salles em "Toma Lá, dá cá" disse que "mulher pensa muito em sexo, homem muito mais, e gay mais ainda" (ou coisa assim, copiada da primeira frase de "Queer as Folk"). Não vou concordar totalmente, mas com homens bonitos e suados ao meu redor, fica difícil...

Um pouco mais do mesmo e notícias mais leves...

Falando um pouco mais sobre essa eterna discussão entre homossexuais e religiosos, o MIX falou da capa da revista evangélica ECLÉSIA, que fala em "mordaça gay".

A matéria da revista fala inclusive da psicológa Rozangela Justino, que afirma ter "curado" gays (falo dela em breve...).

Mas enfim, o que acho interessante é a tal "mordaça gay". Legal discutir a liberdade de expressão e de orientação religiosa frente ao que é politicamente correto. O caso é que, como sempre insisto, o estado é (ou deveria ser) laico. Assim, não importa se Deus e o Papai Noel existem, mas sim quais são as necessidades dos cidadãos.

Acusam a lei de criminalização da homofobia de ser uma forma de censura, simplesmente por não desejarem reconhecer os anos de opressão e violência a que os homossexuais vem sendo expostos.

O Brasil, com toda a sua diversidade, ainda é um país MUITO racista, e temos uma lei para isso. Você pode pensar o que quiser de quem é negro, mas é contra-lei usar de violência física ou psicológica para expressar uma idéia que, fora do âmbito particular, fere a civilidade que é básica para a vida em sociedade.

E por isso que precisamos de uma lei que nos defenda. Até por que, se eu não posso discriminar uma pessoa por sua orientação religiosa, não há lógica em que ela possa me discriminar pela minha identidade sexual.

Affe!

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Gente, e o Stewie, de "Uma Família da Pesada", que é gay? Não é surpresa, mas o criador da série, Seth McFarlane, disse em recente entrevista à Playboy que chegou a escrever um episódio onde o bebê assumia sua condição, optando depois por deixar em aberto...

A decisão foi por que ele afinal só tem um ano, mas McFarlane disse que Stewie terminará sendo gay mesmo, ou um "heterossexual muito infeliz e reprimido", o que explicaria sua obsessão por matar a mãe e dominar o mundo. A tese é de que essa agressividade vem justamente da confusão e da incerteza sobre sua orientação, e quanto ao episódio que não foi ao ar, o assunto era o assédio sofrido por ele na escola. Stewie termina voltando no tempo para impedir que o "não deitarás com homem como se fosse mulher, é uma abominação" do Levítico fosse escrito (que inveja! Se bem que eu apagava essa droga desse livro todo...).
Em março, o show foi alvo de um grupo de pais preocupados por causa de um episódio que exibia uma orgia gay com 11 homens, Stewie comendo sêmen de cavalo e bestialidades. O "conselho de TV dos pais", que tem 1.3 milhões de membros, prestou uma queixa à comissão federal de comunicação dos EUA. McFarlane, que já tinha recebido reclamações do grupo antes, disse que foi como receber "cartas de ódio de Hitler".