quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sobre a decisão final do Conar

Primeiramente desculpe mas tive que estudar pra provas de duas matérias que eu não gosto muito, o que quer dizer que passei as últimas duas semanas lendo todos os textos que eu não quis ler ao longo do semestre.
Pra quem não sabe o Conar é um órgão de autoregulamentação da publicidade brasileira. No último dia 20 o conselho de ética do órgão decidiu revogar a decisão que proibia a veiculação do polêmico comercial da Doritos e arquivaram o caso.1
Em uma nota oficial da Pepsico (dona da marca Doritos) em relação a acusão de homofobia foi dito que "a diversidade e inclusão são pilares defendidos pela empresa. Nunca aceitaríamos o risco de veicular qualquer mensagem discriminatória (…) e desrespeitar os homossexuais seria inaceitável tanto para a Pepsico quanto para sua agência de propaganda, a AlmapBBDO"; e que "Especificamente no caso do YMCA, a dançinha é tratada, de forma irreverente, como algo fora de moda e não faz nenhuma menção ao homossexualismo".2 Nesse mesmo comunicado dizem que o comercial foi testado antes de ser veiculado. Testado por quem? Perguntaram a orientação sexual dos entrevistados? NOT!
Não vou comentar o uso da palavra homossexualismo. Mas não consigo deixar de estranhar como parece que a Pepsico é uma pessoa capaz de aceitar ou não. Como se essas empresas não fosse dirigida por pessoas que estão contextualizadas em um mundo que possui preconceitos, querendo ou não.
Agora o que eu acho mais... interessante é o profundo conhecimento sobre o mundo da dança da Pepsico. Quer dizer que além de produzir comidas e bebidas eles tem formação em dança. Até consigo imaginar o povo cantando e dançando na fábrica como no filme da Björk.

Mas o que mais me impressiona é o argumento que diz que YMCA foi apropriada pelos gays. Alguém já viu o grupo que canta essa música? Já prestou atenção na letra? Os integrantes do grupo, originalmente, são gays. O ritmo é disco dos anos 70. O figurino evoca o imaginário gay. Preciso dizer mais alguma coisa?

domingo, 17 de maio de 2009

Bons Comerciais

Como era o meu papel falar sobre filmes e agora todo mundo aqui faz isso eu to aqui pra postar alguns comerciais que eu achei pelo youtube que achei bem interessantes e que aposto que o LD ainda não conhecia. ;D

Não vou ficar analisando nada porque esse função é do LD e eu não pretendo tirar mas queria dizer que achei esse comercial da revista gay argentina Libido muito bem executado. Devia ter algum gay nessa agência. A parte de escrever na parede foi muito bem pensada.



Agora esse do grupo de jovens gays de Israel é muito bonito e ainda tem como música de fundo o meu adorado Ivri Lieder, gay assumido e pop star em Israel.



E esse de um serviço público para jovens gays na Noruega é MUITO fofo. No final o texto diz: "Você não precisa ter medo"


quarta-feira, 13 de maio de 2009

"Do Começo ao Fim" ou Incesto? Quem Liga?

As abordagens publicitárias da minha análise ainda não acabaram mas achei melhor dar uma mudada de assunto e continuar com elas em outros momentos, quando estiver difícil postar ou qualquer coisa. Ainda faltam: a abordagem alternativa, a direcionada, a inclusiva e a conscientizadora.

Como eu sou a pessoa que nunca fala de nada muito divertido nesse blog eu resolvi falar de algo que está ecoando na gaymediaesfera... o filme "Do Começo ao Fim" do cineasta Aluízio Abranches que conta a história de amor "incestuoso" entre dois irmãos. Franciso e Thomás. Isso mesmo dois rapazes. Como eu não me interesso muito pelo assunto não dei muita importância às primeiras notícias sobre o filme mas depois que vi o trailer abaixo a... curiosidade nasceu em mim:



O engraçado é que logo depois que eu vi o trailer em um blog de fofoca dois amigos me mandaram o vídeo via orkut. Duas pessoas que nem se conhecem e nem tem nada em comum além de estarem inseridos, em algum nível, na comunidade gay.

E eu comecei a me perguntar o porque uma história de incesto estaria fazendo tanto sucesso gaysfera a fora. Eu acho que o primeiro motivo pode ser ilustrado no teaser abaixo:




Dois rapazes muito bem apessoados se pegando na telona é uma coisa que estava faltando no nosso cinema. Se eles são irmãos na história isso é o de menos. Depois eu li que eles são só meio-irmãos. Mas incesto também é um taboo sexual socialmente construído então eu acho que esse é um segundo motivo forte de identificação da comunidade LGBT.

Eu não sei dizer muito o que eu espero desse filme além dos protagonistas se pegando. Só acho que se esse filme, mesmo polêmico fizer algum sucesso de bilheteria os produtores nacionais de cinema vão perceber que a audiência gay no Brasil é rentável e talvez comecem a investir mais no assunto porque eu sinceramente acho difícil esse filme fazer sucesso entre héteros não-cultizinhos já que Abranches é o mesmo diretor do "cultuado" Copo de Coléra que também tem Julia Lemmertz (minha diva #1 da TV brasileira agora com Tudo Novo de Novo).

domingo, 10 de maio de 2009

Publicidade Gay - Abordagem Indiferente

Abordagem Indiferente
Enquanto algumas agência não se cansam de utilizar estereótipos para representar personagens gays para não desagradar os mais conservadores outras agências preferem não fazer nenhuma afirmação enfática, permitindo que o telespectador tire suas próprias conclusões a partir de sua "formação ideológica", como diria Pêcheux quando retoma uma fala de Saussure que diz que "o ponto de vista cria o objeto".

Em um comercial da loja de moda jovem estadunidense Abercrombie & Fitch para o seu modelo de calça jeans de cintura baixa (low raise) a câmera observa detalhes do corpo definido de um jovemque em um primeiro momento aparece só de cueca - e é nela que a assinatura da marca fica mais evidente. E em um segundo momento ele aparece vestindo a calça anunciada e a única parte do seu rosto que aparece são os lábios sorrindo.8

Embora essa peça publicitária possa passar despercebida como um típico anúncio da marca com seus invejáveis/desejáveis hunks (homem sexualmente atraente de musculatura desenvolvida), porém é necessário fazer uma análise de alguns elementos da peça para mostrar que essa não é a única leitura possível. A analista Tânia Souza diz que "quando se recorta pelo olhoar um dos elementos constitutivos de uma imagem produz-se outra imagem, outro texto, sucessivamente e de forma plenamente infinita" e afirma que "o trabalho de interpretação da imagem como na interpretação do verbal, vai pressupor também a relação com a cultura, o social, o histórico, com a formação social dos sujeitos".9

Quando a analista aponta que "do ponto de vista ideológico, a interpretação da forma material da imagem pode se dar (...) a partir do simbólico, da iconicidade" alguns elementos visuais do anúncio, que a autora entende por "operadores discursivos" podem ser analisados como indicadores de outra possível "leitura" do comercial.

Tomemos então como operadores discursivos o plano em que a câmera parece se esconder atrás de uma porta envidraçada que divide o cômo onde está o hunk de outro e o sorriso malicioso que o mesmo oferece a câmera.

Por todo o comercial, pela escolha do ângulo da câmera e enquadramento do modelo, que em nenhum momento tem o seu rosto focado fica claro que o interesse da câmera (voyer) é o corpo do modelo. Como exemplo disso podem ser mencionados os diversos planos detalhe da cueca; o não enquadramento do rosto e os moviemtnos da câmera que parecem deslizar sobre o torso do rapaz. Tudo isso poderia ser encarado como clichê de anúncios de uma uma marca que quer apelar para a "inveja social"10 dos jovens que gostariam de ter um corpo com status de hunk.

No entanto a câmera se posiciona como um voyer quando opta por um ângulo subjetivo de quem se agacha e se esconde atrás de uma porta. Um dos símbolos do imaginário voyerista e que provavelmente faz parte, também, da vida do outro segmento jovem que a marca não ousa se associar diretamente, os jovens gays que, como qualquer outro durante a descoberta de suas sexualidades, admiram, furtivamente, um corpo que não lhe é oferecido.

E se ainda há dúvidas sobre esta interpretação, ela é uma das causas do caráter polifônico da imagem "que pressupõe que todo enunciado traz em sua constituição uma pluralidade de vozes"11 e possiblidades interpretativas. Mas "ao se defenir policromia como rede associativa de elementos visuais, implícitos ou silenciados, verifica-se que são esses os elementos que possibilitarão as diferentes interpretações do texto não-verbal"12. Elementos como o caminhar da câmera para trás da porta e o sorriso malicioso focado pela câmera que poderia ser interpretado, por um voyer, como um sorriso de consentimento exibicionista.

A anunciante A&F tomou, então, uma interessante decisão ao produzir essa peça por flertar com o público gay sem provocar secção com o seu público hétero. Difícil dizer que esse flerte com o homoerotismo não foi proposital quando este está presente em várias outras campanhas da marca como o vídeo institucional dirigido pelo conhecido fotógrafo de moda, homoerótico, Bruce Weber13 onde vários outros operadores discursivos apontam para a polifonia da imagem e do texto narrado em depoimento por jovens atletas que não parecem vestir as roupas da marca, visto que esta não vende trajes esportivos.

A&F é um exemplo de anunciantes que preferem não posicionar a comunicação com os seus consumidores ao não deixar claro sua posição quanto ao assunto da orientação sexual; e ao tomar a ambiguidade dê conta do recado.

9, 11, 12 SOUZA, Tânia Conceição Clemente de Souza. A análise do não verbal e os usos da imagem nos meios de comunicação. In Revista do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade da
Unicamp.

10 VESTEGAARD, Torben, SCHRØDER, Kim. A Linguagem da Publicidade.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Publicidade Gay - Abordagem Estereotipada

Embora só recentemente alguns comerciais que retratam personagens homossexuais tenham despertado a atenção do grande público por representações de homoafetividade serem consideradas inadequadas para os meios de comunicação de massa, todos sabemos que não é de hoje que personagens gays aparecem em comerciais sem grandes objeções do público desde que tais personagens fossem representados de maneira estereotipada, geralmente com abordagem cômica ou depreciativa .

Abordagem estereotipada
Ao falar sobre os diferentes usos do estereótipo durante o período de ditadura política no Brasil a analista de discurso Eni Orlandi4 diz que "o efeito de sentid que trabalha a relação com o estereótipo e a deque so nle é que somos falados pelo 'consenso', pela 'solidificação', pela 'sedimentação', pela 'fixação' do discurso". Orlandi fala de como os movimentos de resistência contra a ditatura militar usaram os estereótipos como "pontos de fuga de sentidos", mas esse não é bem o caso de um comercial da rádio belga Donna onde um pensativo rapaz se levanta da mesa de jantar, se dirige aos pais e começa a cantar "queridos pai e mãe/pode ser difícil/ mas, vocês precisam respeitara minha escolha.../estou tomado de alegria/.../o cheiro couro me excita/ calças apertadas fazem eu me sentir bem" enquano dança acompanhado de dois dançarinos musculosos de roupas apertadas que fazem insinuações sexuais enquanto cantam o refrão "tudo bem, ele é apenas gay".5

Embora esse comercial faça uso de estereótipos homossexuais como gosto por roupas de couro e/ou apertadas e músicas dançantes e possa ser interpretado como um uso de estereótipo em situação de censura como define Orlandi que era quando o estereótipo foi usado para falaro que era proibido dizer criando a possibilidade de usar os sedimentados estereótipos para "deslocar os sentidos possíveis" e trazer "diferentes efeitos de sentido". Talvez tenha até sido essa a solução que a agência publiciária encontrou para abordar o tema sem criar caso com os mais conservadores. Porém o discurso que sobressai aos outros possíveis é a comicidade da situação onde um filho sai do armário para os pais cantando e dançando e não a de que não há problema em ser gay. Vestergaard e Schøder6 dizem "a nosso ver, os processos semânticos da redução dos problemas e a imposiça de uma normalidade de comportamento são os mecanismos de maior conteúdo ideológico da propaganda". Os autore também dizem que "a ideologia pertence ao domínio do senso comum e, por sua vez, o conceito de senso comum nos permite alcançar a essênia da ideologia cmo aquilo que é ao mesmo tempo visível para todos e invisível por seu caráter óbvio". Michael Pêcheux7 reafirma o pensamento dos autores ao dizer que "é a ideologia que, através do 'hábito' e do 'uso',´está designando, ao mesmo tempo, o que é e o que deve ser".

Portanto o uso de um enunciado socialmente difundido, do estereótipo como é o caso desse exempl contrbui para a re-afirmação dos valores que a sociedade atribui aos homossexuais fixados no senso comum. Valores que vêm um homem gay afeminado como algo digno de riso e escárnio, como acontece no comercial da Doritos previamente mencionado.

4. ORLANDI, Eni Puccinelli. As Formas do Silêncio - No movimento dos Sentidos.

5. VESTEGAARD, Torben, SCHRØDER, Kim. A Linguagem da Publicidade.

7. PÊCHEUX, Michael. Semântica e Discurso: uma crítica à afirmação do óbvio.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Publicidade Gay, Introdução da Análise

Conforme comentado pelo literatum nessa semana e na próxima postarei, em partes, um trabalho (resumido) de análise do discurso voltado para campanhas publicitárias que envolvem a temática LGBT.

Monitorando sites de comunicação e propaganda vez ou outra me deparo com a notícia de que algum comercial, geralmente estrangeiro, foi tirado do ar por ser considerado homofóbico ou por ser considerado inaqueado e até ofensivo por mostrar alguma cena de afeto entre pessoas do mesmo sexo.

Como é o caso do (recente) comercial da Doritos que foi retirado do ar por ter sido considerado homofóbico por ativistas LGBTs. No comercial temos quatro amigos dentro de um carro em movimento divindido um pacote de Doritos até que começa a tocar YMCA e o garoto mais retraído na frente do carro começa a cantar e fazer a coreografia (clássica) da música do Village People. Os outros amigos olham para o garoto assustados e trocam olhares para ver se alguém está entendendo alguma coisa. Quando o refrão repete entra a assinatura da campanha: "Quer dividir alguma coisa com seus amigos? Divide um Doritos"1.

Em alguns comentários sobre a retirada do comercial do ar existe a dúvida se a peça é ou não homofóbica. Comentários esses que desconsideram o fato de que a música YMCA um símbolo mundial (signo convencionado) da comunidade LGBT - associada a idéia de que o garoto está fazendo algo de errado, ou que não mereça ser compartilhado, ao dançar e cantar tal música é exatamente o motivo pelo qual esse comercial foi retirado. Pois se a música fosse religiosa com certeza ninguém teria dúvida de que havia algum tipo de descriminação. Visto que se é pra passar a idéia de alguém cantando mal e dançando estranho milhares de outras músicas poderiam servir.

Outro exemplo de comercial banido é o comercial britânico da maionese Deli Mayo do grupo americano Heinz que apresenta uma típica manhã em família onde a mãe prepara o lanche escolar dos filhos que correm para o carro do pai que se despede da mãe com um beijo.2 "A diferença é que para ressaltar a originalidade do produto, um molho de maionese para salada e lanches de origem nova-iorquina, um chef com sotaque americano substitui a mãe nas cenas". Tal cena, após quatro semanas de exibição em canais britânicos a peça publicitária foi retirada do ar após queixas de pais que consideravam-na ofensiva e se sentiram incomodados de terem que explicar aos seus filhos por que dois homens estavam se beijando.

Alguns grupos conservadores norte-americanos, principalmente acreditam que comerciais como os da Heinz fazem parte da programação dos movimentos homossexuais (gay agenda) para "promover a aceitação sexual da homossexualidade". Tais grupos acreditam que os movimentos homossexuais estariam fazendo uso dos meios de comunicação, da Ciência e do Direito para "disseminar valores anticristãos". 3

Na verdade esses dois comerciais ilutram bem como o tema ainda gera polêmica na mídia, na publibicidade e em nossa sociedade. Os autores Torben Vestergaard e Kim Schøder dizem no livro A linguagem da propaganda que: "os anunciantes têm que agradar aos leitores e jamais perturbá-lo ou ofendê-los" e que "pela análise da publicidade é possível medir a temperatura da ideologia popular"; e definem a "expressão temperatura ideológica como uma abstração - na verdade, o paralelismo com a fisiologia humana implica que a ideologia, tal com a temperatura corporal, nunca é estática". Os autores ainda afirmam que "a propaganda reflete valores e atitudes sociais generalizados" e exemplificam dizendo que "a ênfase dada aos jovens não deve ser encarada como distorção de um fato social, mas como um indicador da pouca consideração que a nossa cultura tem pela velhice".
O que signifcaria, então, o aparecimento de personagens homossexuais em propagandas recentes? Um simples golpe de marketing para abocanhar uma parcela do pink money? Uma expressão de um possível engajamento da Propaganda nos direitos homossexuais? Ou um exemplo de que o tema está deixando de ser tabu na sociedade?
É com o intuito de investigar estas questões e analisar as diferentes maneiras de representar um personagem homossexual na publicidade, tomando como referência ferramentas da Análise do Discurso que durante os próximos posts continuarei falando sobre o assunto.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Feito Homem


Aproveitando o tempo vago, corri aqui pra postar porque o LD pretende ocupar o blog com análises de vídeos publicitários gays. E foi falando com ele sobre o seu colega reacionário que eu lembrei desse livro, pois ele me disse que durante as argumentações e contra-argumentações ele perguntou ao garoto o que faz do homem um homem. Algo que um homófobozinho não tem como responder, porque até ele sabe que o fato de ter uma namorada não quer dizer muita coisa.

Ao livro. Norah Vincent, uma jornalista norte-americana(e também lésbica), um dia é desafiada por uma amiga drag king a se vestir de homem e aceita. Depois de experimentar a sensação de não ser encarada com lascívia por homens na rua e a segurança que esse "anonimato" a transmite ela decide investigar como é ser um homem realmente. E a história do livro começa aí, na preparação do personagem Ned que a faz aprender a aplicar barba postiça e usar uma prótese peniana.

Prótese peniana? É, o livro tem momentos engraçados. O texto é muito bem escrito. É sincero e intrigante. Ela nos conta não só da sua experiência como homem mas das pessoas e principalmente dos homens que ela encontra. Norah viveu 18 meses como um. Ingressou numa liga de boliche masculina, trabalhou como vendedor de porta-em-porta num ambiente de trabalho extremamente competitivo, passou três semanas em um monastério, teve encontros românticos com mulheres, frequentou clubes de strip-tease e participou de um retiro para homens entrarem em comunhão.

Norah, por ser mulher e lésbica, tem uma visão bem crítica do comportamento masculino, sua "arrogância" e "liberdade", mas no decorrer de sua jornada compreende as pressões, anseios e desejos que cercam a figura masculina. Isso nos dá um retrato bem interessante do que é ser homem numa sociedade machista como a nossa. Ao fim do livro a autora acaba entrando em um processo de depressão devido a censura da expressão de emoções a que ela se impõe para fazer de Ned um personagem convincente.
FEITO HOMEM (SELF-MADE MAN: A WOMAN'S JOURNEY TO MANHOOD AND BACK)
Autor: VINCENT, Norah
Editora: Planeta
No. de páginas: 302
Preço médio: R$ 33,00

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Queer as Folk


Hoje, mais uma vez, a dica é minha. Acabo de rever este seriado fundamental para qualquer pessoa que se identifique como homossexual, e preciso falar dele.

Versão americana de uma polêmica série do Reino Unido, com a proposta de mostrar ao mundo como nós, os gays, somos normais. O titulo já carrega essa idéia, algo como mostrar os "esquisitos" como conhecidos.

Pela primeira vez as questões gays não eram um acidente numa série, fosse de forma cômica ou dramática, e sim a espinha dorsal da coisa toda.

Uma trilha sonora sensacional, que nos impele a dançar desde o primeiro momento, embalou por cinco temporadas as aventuras de um grupo de amigos, que em sua diversidade conseguiram abordar quase todos os assuntos pertinentes a comunidade gay.

O conflito entre um jovem gay que se assume e seus pais, sua mãe maravilhosa que aprende a conviver com isso, amores não correspondidos, promiscuidade, drogas, filhos biológicos e adotivos, gente no armário, gente efeminada, gente que perde o emprego por ser gay, gente que foi hétero e "virou" gay, gays que "deslizam" em momento heterossexual, paradas do orgulho, drag-queens, violência, política homofóbica, casamento gay, AIDS, casais sorodiscordantes, orgias, camisinhas, auto-imagem, fitness... TUDO!

Com drama e humor na medida certa, essa série me fez torcer por seus personagens, eleger um favorito, dar muito mais pinta do que antes (let the fabulous flame burn bright!!), entender mais do que nunca que comunidade gay é uma ilusão, pois somos tão diferentes entre nós quanto todos em qualquer grupo. Sem falar nas cenas de sexo quentíssimas, algumas vezes poéticas, e em homens sensacionais (I love you, Robert Gant).

Produzida inteiramente durante o governo Bush, a série fez seu papel falando sobre política, e encerrando justamente com a discussão sobre emendas da constituição que visam caçar os direitos gays. Quatro anos antes da Prop 8 ser votada...

Mas fica a imagem de esperança. A idéia de que não importando as adversidades, o que cantou Gloria Gaynor é a lei, e nós vamos sobreviver.

Abaixo, a segunda (e bela, pois a primeira é caída...) abertura da série:

E um clipe com cenas variadas da série e uma de suas músicas símbolo, a líndissima "Proud", de Heather Small:

Prestem atenção na letra gloriosa e se perguntem o que fizeram hoje que os deixou orgulhosos. Fazer essa pergunta todo dia, e caçar algo para responder é simplesmente incrível.

P.S: Infelizmente, o seriado ainda não está disponível em DVD no Brasil, não sei por que. Sua contraparte lésbica, "The L Word", está, e eu me recuso a crer que seja por que o povo gosta de ver mulher se agarrando.

sábado, 25 de abril de 2009

Os bonitos, os feios e os "comoventes"

Não sei se acontecesse o mesmo com todo mundo mas pra mim ver uma pessoa muito bonita ou muito feia resulta no mesmo efeito: o mistério de como isso acontece. O quero dizer é quando eu vejo uma pessoa muito bonita/feia eu fico preso nesse fato. Não importa quantas vezes eu veja essa pessoa esse fato não me sai da cabeça. Eu não consigo deixar de ficar "admirado" pela beleza/feiúra.

Talvez por eu ter me educado para analisar a fruição estética eu não consigo me deixar de perguntar o como isso acontece. A técnica. O que saiu certo ou errado no rosto. É sempre a mesma coisa.

Se eu tiver exposições constantes a uma pessoa bonita eu consigo achar os defeitos. Porque todo mundo têm. E se não tem o tempo acerta as contas. Ou uma noite mal dormida. Mas o que mais me impressiona na beleza é o efeito de "máscara" que ela têm. Quando uma pessoa é muito bonita eu não paro pra pensar se ela está feliz, sorrindo, doente, puto da vida eu quero mais é ficar olhando. Analisando cada detalhe e é isso que me brocha um pouco em gente muito bonita. Eu gosto da expressividade das emoções numa pessoa. De uma certa transparência. Faz com que eu sinto uma conexão com a pessoa. Olhar pra alguém e reconhecer sentimentos meus ou não é uma coisa que realmente me "atrai". E não estou falando das projeções morais que as pessoas costumam atribuir as pessoas bonitas. Ou você não sabia que pessoas bonitas são mais suscetíveis de serem consideradas inocentes de um crime?

O que estou tentando dizer é que pra mim beleza física, quando muito impactante acaba caindo no campo da fruição estética. E caso você não saiba, pra mim perfeição física (de fato) só vi no David de Michaelangelo e nos desenhos do Tom of Finland.

Mas isso complica quando eu vejo o Daniel Day-Lewis. Eu realmente não sei dizer se ele é bonito de fato ou se é fragilidade (disponibilidade emocional) dele como ator que me fazem ver beleza nele. Entende?

Eu to falando disso hoje é porque tenho uma conhecida que não é muito favorecida em atributos físicos e toda vez que eu a vejo eu fico sinceramente embasbacado com essa falta de favorecimento. Já há conheço há uns 3 anos. E isso não muda. Então acho que o que quero dizer é que a feiúra pode ser tão "estonteante" quanto a beleza.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Jovens Reacionários - II

Seguindo com o assunto...

Então, por uma série de eventos desencadeada quando eu estava fazendo pegação na Internet em 2001 e conheci o LD, acabei fazendo um trabalho comunitário (mas não voluntário, que eu não faço nada de graça) nas duas últimas semanas.

Não tive grandes choques culturais, até por que eu sou uma graça em "modo de apresentação" e sou até educadinho, mas teve um episódio onde vi o habismo social como algo realmente palpável, e nem tinha nada a ver com homossexualidade (tenho a ligeira impressão de que ainda não perceberam que eu sou gay lá... acho que hoje vou vestido de Dorothy. Sapatos de rubi sempre funcionam...).

Enfim, o meu trabalho é servir de intérprete para artistas do Quênia que estão capacitando jovens de duas comunidades carentes aqui no Rio. Apesar de tudo que a gente escuta e dos cuidados que devemos tomar, não tive problema nenhum e nem vi ninguém armado. Mas o lance foi com uma das pessoas que trabalha na ONG mesmo, e que pertence a uma das comunidades.

Num momento de intervalo, conversávamos justamente sobre capacitação, e como é bom as pessoas aprenderem uma segunda língua qualquer. Aí tinha esse rapaz que discordava, o que é perfeitamente aceitável, não fossem (na minha opinião) os argumentos dele.

O caso é que o discurso era bastante xenófobo, com um tom de revolta que é compreensível, sabendo que é um rapaz negro de uma comunidade carente. Mas ainda assim, eu, do jeito que sou, não consigo escutar certas coisas sem sentir uma aversão. Blame it on Coca-Cola.

Segundo ele, não há necessidade de um intérprete para que ele se comunique com os Quenianos, pois aprender outra língua é legitimar um processo de colonização. Segundo ouvi, esse rapaz não quis fazer faculdade baseado no princípio de que os sistema de ensino é manipulatório. Segundo ele, mesmo o Português não devia ser falado, por ser a língua dos colonizadores, e a comunicação entre ele e os quenianos só não dava mais certo por que eles estavam condicionados pelo sistema a priorizar um entendimento através da língua, quando podemos nos comunicar de várias formas.

Em linhas gerais, até por ser muito relativista, acho que ele tem razão em alguns pontos, mas jamais tomaria partido de uma luta já perdida por um sentimento. Nunca tive paciência para jovens privilegiados que gostavam de se sentir políticos só por usar camisetinha do Che Guevara. Com essa conversa, vi que não perdoo xenofobia, ressentimento e nacionalismo nem em quem é efetivamente politizado e necessitado.

Aí, acabei me sentindo mal por ter uns sentimentos meio Dr. Jekyll/Mr. Hyde. Por um lado socialmente aceitável, via que nem tudo naquele discurso podia ser descartado, que a revolta se justificava pelo ambiente em que estava inserida e que todos tem direito às suas opiniões. Por outro, não podia deixar de me sentir superior, de me sentir o certo, e achar que um dia esse rapaz iria se arrepender de não ter estudado mais por causa de um sentimento assim. Sem falar na drag martelando na minha cabeça que ele ia morrer naquela favela enquanto eu me afogaria em Cosmopolitans em Manhattan.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Jovens Reacionários

Juro que queria muito escrever sobre alguma outra coisa mais divertida mas não consigo tirar esse assunto da minha cabeça.

Semana retrasada conversando com um colega de sala no caminho de volta pra casa ele resolve me perguntar como vai o meu namoro. Algo que ele descobriu via orkut. Muito simpático ele me conta que estava me perguntando isso pois nos conhecemos há um ano e eu nunca converso com ele sobre isso.

Eu que estava num momento frágil pois com o completar de mais um ano de relacionamento as coisas precisam ser discutidas e numa última discussão as coisas não tinham ficado muito bem acabei falando sobre isso sem corrigir esse colega quando ele disse namoradA. Ele acabou falando umas coisas que me ajudaram no momento.

Como achei muito gentil da parte dele se incomodar de perguntar e ouvir acabei fiquei uns três dias chateado comigo mesmo por não tê-lo corrigido e decidi contar pra ele. Até porque ele me parecia uma pessoa mUderna. Leia-se ateu, orgulhoso fumante de maconha com um discurso político um bocado revolucionário.

Então, alguns poucos dias depois conversando enquanto esperamos servirem os nossos PFs, que demorou bastante, conversamos sobre o que poderia ser feito ou deixar de ser feito pelas favelas, alienação político-social, e outros assuntos um tanto reacionários (reconheço) e éis que ele me fala a seguinte frase: "homossexualismo pra mim é doença mental". E foi quando eu senti a pontada do desapontamento mas não tive tempo de amargar nada porque não consegui ouvir besteiras do tipo "todo gay quer se tornar mulher", "nem os gays gostariam de ter filhos gays" e ao rebater ainda fui obrigado a ouvir "você acha isso porque a mídia de uns anos pra cá tem tentando convencer as pessoas que isso é legal", "você é igual ao meu amigo. Sabe que eu estou certo mas fica revidando porque gosta de discutir".

Não preciso dizer que até o desconhecido que sentava à nossa mesa deve ter percebido que os meus contra-argumentos deveriam ter outra razão de ser.

O que mais me impressionou é que todos os argumentos dele eram tipicamente religiosos. Isso de um ateu. E ele em momento nenhum mencionou Deus ou divindade que fosse. O que mais me impressionou é que ele estava repetindo um discurso que deve lhe ter sido ensinado durante sua formação.

Esse colega tem 21 anos, é estudante universitário de publicidade em uma universidade federal. Teoricamente uma cabeça pensante da geração por vir. E o pior é que ele não é o único garoto dessa faixa de idade que repete esse discurso.

Por um momento eu achei que a sociedade tivesse feito grandes avanços nesse sentido mas agora entendi que eu achava isso porque por muito tempo só tive contato com outras pessoas da comunidade LGBT.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Presságio


Hoje a dica cultural é minha, então não é filme de arte ou exclusivamente de temática gay e sim um bom filme americano, do circuito.

"Presságio" (Knowing), o novo filme de Alex Proyas, é uma ficção científica/filme catástrofe apocalíptico/suspense de medinho que me saiu uma grata surpresa.

Vou colocar um SPOILER ALERT, por que desse ponto em diante falarei do filme e a princípio eu iria me conter sobre algumas surpresas, mas não sei se vai dar...

A história começa em 1959, quando é inaugurada uma escola e as crianças fazem uma cápsula do tempo com desenhos de como seria 2009. A menininha atormentada e melancólica que teve essa idéia, ao invés de desenhar os foguetes e carros voadores dos anos 2000, faz uma sequência de números. 50 anos depois, a cápsula é aberta e cada aluno de hoje recebe um envelope. O que contém os números vai para o filho do personagem de Nicholas Cage. É o garoto que acha que os números podem significar algo e seu pai, um professor de astrofísica do MIT, acaba descobrindo que os números mostram datas, coordenadas e número de mortos de inúmeros acidentes e incidentes desses 50 anos, com 3 deles ainda por vir.

Quando o primeiro se confirma, ele tem certeza de que a lista é válida e tenta impedir o segundo, enquanto investiga a vida da menina. Seu filho passa a ser seguido por homens ASSUSTADORES e ele acaba localizando a filha e a neta da menina que fez a lista. Com a investigação, descobre que a última das profecias não indicava 33 como número de mortos, e sim a sigla EE, de "everyone else" (todo o restante). Ou seja: apocalipse. Aí o filme segue para a sua parte final, com coisas do roteiro amarrando tudo.

O interessante do filme é que o personagem dele discute, com o filho e os alunos, a eterna questão entre religião e ciência, se todos os acontecimentos são pensados e acontecem por algum motivo ou simplesmente por uma incrível coincidência.

AGORA SIM, O SPOILER!! Como as profecias vão se confirmando e no fim ficamos sabendo que os homens assustadores são alienígenas que vieram a Terra para recolher alguns eleitos, temos uma confirmação "científica" do apocalipse biblíco. Seres vindos dos céus para poupar escolhidos, hecatombe e profetas, num filme que se chama "Knowing" levanta a hipótese que a Bíblia poderia ser confirmada pela ciência, com anjos, deuses e denôminos sendo simplesmente a interpretação de nossos antepassados dos habitantes de outros planetas.

A graça está em pensar nas possibilidade e ver o que escolher, com essa liberdade. Pois assim como na aula que acontece dentro do filme, temos a opção. Ou seja, diversão para crentes e ateus.

ADORO!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tem como não amar?


É aquilo. Meu candidato sempre termina como campeão moral dessa droga de jogo, enquanto o milhão tá na mão de um babaquinha... mas enfim, nem odeio o Max, e sempre imaginei que o máximo para minha Rainha seria o segundo lugar mesmo. Rezo muito para que ela pose nua mesmo, faça pornô, vire apresentadora, atriz... enfim, MILIONÁRIA!

Algumas respostas de Priscila no chat de hoje, quando respondeu perguntas dos internautas: 


Priscila assiste video em que Josiane e Maíra falam sobre ela. Perguntada sobre o que acha da conversa, ela fala: "Eu tenho a consciência tranquila, tenho total apoio da minha família, dos meus amigos. Se você procurar algum vídeo meu na internet você não acha nada". 


Os internautas perguntam se Priscila toparia participar do BBB10, ela diz que não e brinca: "Eu acho que já está bom. Já ouvi pessoas falando até que eu fui a cara desse BBB. Adorei. Não entraria de novo. Três meses sem não dá". 


"Moderador apresenta a mensagem enviada por vinicius_vargas: Pri te adoro! q vc achou das declarações da Nana dizendo q ela na proxima edição vai botar silicone pra tirar 2° lugar? Não concordo com ela viu pri tu é muito mais q isso beijos Vinicius Vargas de Porto alegre! 

Priscila responde para vinicius_vargas: Acho que ela tem que fazer uma lipo, ficar morena, colocar silicone e alisar o cabelo pra ver se consegue." 


Os internautas perguntam Priscila sobre a experiência no Quarto Branco: "É um desepero", conta. Porém, a jornalista revela que a experiência não era tão difícil: "Achei que o quarto fosse menor, quando vi que era maior e mais escuro, foi tranquilo". A segunda colocada no jogo garante que o desafio não a faria desistir do BBB: "Já passei por tantas coisas piores na minha vida, que não ia ser um Quarto Branco nem uma tirolesa de ponta cabeça que ia me tirar do jogo". 

Internautas perguntam qual o conselho Priscila daria para quem quer entrar no BBB10. "Entrar de cara limpa, sem medo de mostrar quem você é. Entra sendo você mesmo e ponto final", indica a jornalista.

##

Em tempo: acabo de ver na TV um comercial de Vagisil em spray, que dizia que "encontro especiais merecem cuidados especiais". Tudo bem, eu sei que essas coisas precisam ser produzidas, anunciadas e vendidas... mas assim... produtos para a higiene íntima da mulher me constragem muito. E os comerciais sempre dão um jeitinho de soar como "LAVE ANTES DE USAR". Eeeca.



terça-feira, 7 de abril de 2009

Assim me diz a Bíblia (2007)

Nesse documentário o diretor Daniel G. Karslake investiga sobre as passagens do livro sagrado cristão que condenam a homossexualidade. Karslake durante o filme entrevista teólogos, cristãos e judaicos, assim como tradutores da Bíblia em busca de interpretações menos parciais do texto "sagrado".

Argumentos óbvios de como o Evangelho poderia condenar algo que nem os gregos tinham uma denominação entram no filme, assim como conceitos da análise do discurso que leva em consideração o contexto histórico-social onde está inserido o texto.

Mas o filme não para só por aí. For the Bible tells me so também conta a história de algumas famílias com fortes raízes cristãs que tiveram que lidar com a homossexualidade de um membro da família e o impacto disso na vida dessas famílias tão religiosas e tão norte-americanas.

Um depoimento que me impressionou bastante é o de uma família negra, de pastores, que tem que aprender a lidar com a sexualidade da filha. As reações são as mais diversas, mas o que mais me impressiona é como uma família negra pode usar o mesmo livro usado para justificar a escravidão para apontar o dedo pra alguém.

Esse filme vale a pena ver com pai, mãe, tia, avô e periquito. Eu tive a oportunidade de ver no festival de cinema do Rio no ano passado. Sozinho porque ninguém quis ir comigo. Mas pretendo mostrar esse filme pros meus pais algum dia.

Facilitaria se o filme entrasse em cartaz, ou em DVD, VHS, blue-ray, sei lá. Mas isso é outra história.

domingo, 5 de abril de 2009

"Role-Models" ou simplesmente, "Educadoras"

Pois é pessoal, eu sei que tinha prometido postar dia 02 e acabou parte da mentirinha de 1º de Abril, mas é que o computador deu alocka e eu eu fiquei esse tempo sem conexão. Isso me fez pensar no escapismo cibernético para um post futuro, pois não vivo sem internet, mas é coisa para depois.

Vim falar mais uma vez de mulheres. Quando eu era criança, a Xuxa era uma figura bastante polêmica por que o povo via problema em ela ser apresentadora infantil e símbolo sexual. A capa ELEGANTE do primeiro disco do "Xou da Xuxa" não deve ter ajudado:


Por que assim, eu tenho esse disco e além da pose phyna, essa blusa transparente exibe os peitinhos da Rainha. É só olhar.

aí, eu era criança e nem ligava para isso. Hoje, ainda tenho carinho pela Xuxa, mas prefiro bater cabelo ao som de Divas Pop, como a glamurosa Beyoncé:

Mas o legal é que ela também é um ídolo para os pequenos, formando os grandes homens do amanhã:

ADOOOOROOOO! E se o seu pai for um machão que não deixa você se expressar dessa forma, nada tema. Você pode fazer todas as coreografias da Bey com a Barbie dela:


Eu tenho três (nenhuma com esse vestido medonho, claro).
#
Em tempo: Priscila, RAINHA, na final do BBB! Vamos torcer!
E outra: Estava tranquilo de não postar, já que não estava podendo mesmo, por que o LD disse que iria fazê-lo. Como vocês podem reparar, ele não o fez... ou seja, está de preguiça ou sem internet, ou sei lá... nessa, quem posta sou eu, e o nível do blog cairá consideravelmente. Se bem que hoje eu começo um trabalho de duas semanas que deve ser bem intenso, então talvez ninguém poste nada... we`ll see.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O FIM

Eu nem ia escrever nada para os dois ou três leitores que esse blog possui, mas apesar de ter mudado tanto, ainda me considero minimamente educado, então achei melhor dar uma satisfação. Este blog acabou e eu farei o possível para me curar desse mal chamado homossexualidade.

Acredito que alguém que leia esse blog provavelmente é homossexual ou pelo menos "simpatizante", então infelizmente não há muito o que eu possa dizer. Por sorte, eu encontrei um novo sentido na minha vida e desejo do fundo do meu coração que todos possam passar por isso e voltar ao caminho de Deus.

Se fosse da vontade de Deus que homens e mulheres se relacionassem com seus iguais, não existiria essa polaridade de gêneros em primeiro lugar. Eu infelizmente pequei durante anos, em pensamento e ações, mas espero ser perdoado pela sinceridade do meu arrependimento, e ser agraciado com o reino dos céus e a felicidade terrena. 

Hoje ainda parece difícil, mas eu tenho fé que com força de vontade e a ajuda do Senhor, eu conseguirei me tornar um heterossexual e ser plenamente feliz, sem viver essa vida promíscua e suja, que só pode levar à doença e ao desespero.

Por causa desse "estilo de vida", eu passei a vida me expondo a riscos, idolatrando mulheres de gosto e moral duvidosas, agindo de forma efeminada e desprezível, e ainda me regalando em vaidade por me sentir especial só por enfrentar a oposição social como se tivesse razão.

Graças a Deus, agora eu finalmente despertei para a realidade, e faço aqui um apelo para que todos os outros desgarrados que vivam essa vida acordem, antes que seja tarde.

Fiquem com Deus, Nosso Senhor, em toda a sua glória.