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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Yaoi ou "O Canto da Revoada"

Não é todo dia que temos a notícia de que um galã de cinema não gosta de rotular sua sexualidade como aconteceu com o (...) Gerard Butler que não se define nem como hétero nem como gay por se envolver como ambos os sexos, apesar de haver blogs rotulando-o como gay, exclusivamente. No meio a várias notícias de mulheres famosas que se definiram como bi também.

Apesar do que algum noveleiro global especulou sobre a passarinha alheia não é de hoje que meninos e meninas fantasiam sobre a sexualidade de celebridades, até porque fantasiar não tira pedaço e, felizmente pro infame famoso "escritor", também dá audiência. (o novo video game da Angélica que o diga =D)

Mas quem nunca fantasiou também sobre a sexualidade de personagens fictícios, de quadrinhos, seriados ou mangás? E contrariando o que pensa o limitado ""autor"" o gênero de mangá que retrata relações (originais ou fantasiadas) entre dois homens - o yaoi - é, geralmente, feito por e para mulheres.

Exemplo disso é a artista Ponderosa que tem entre suas ilustrações cenas tórridas (botei as mais comportadas) entre personagens que movimentam a imaginação de milhares de fans. No blog/portfolio dela há cenas entre personagens dO Senhor dos Anéis, do seriado Supernatural, assim como Harry Potter, X-Men entre outros...

Ponderosa

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pop Art, Gays e JoaPa

Ontem foi dia internacional do homem e confesso que nem sabia que existia isso e nem entendo muito bem existir tal dia já que, pra efeitos comerciais, ele é nulo, e me soa um pouco machista se for uma contraposição ao dia internacional da mulher, mas acho que celebra-se o ser humano como um todo, espero.
Mas não podia deixar ele passar em branco, então, atrasado por algumas horas, estou começando uma nova coisa aqui no blog, todos os três iremos indicar algum(a) artista que trabalhe com a questão da sexualidade, a homoafetividade, ou simplesmente rapazes bonitos. =D

Acho que nem sempre haverá algo escrito sobre @ artista mas nesse primeiro não posso deixar de falar do trabalho desse talentoso artista brasileiro. João Paulo Tiago, o JoaPa.

Hoje ao assistir ao novo filme do Harry Potter me deparei com um público jovem, majoritariamente, composto de meninos gays e suas amigas e lembrei de como a comunidade LGBT em geral está próxima da cultura pop. Difícil não conhecer alguém gay que não goste de uma diva (brasileira ou internacional), ou de clássicos da literatura, ou seriados de TV, ou de novela, ou de algum personagem de desenho/anime.

Então quando me deparei com alguns dos trabalhos do JoaPa identifiquei algumas das coisas POP que eu tanto gosto: quadrinhos, música, anime, literatura e religião. Sim, religião. Se você parar pra pensar quem primeiro pensou a imagem e a estética como cativadores do público foi a religião. A beleza das obras renascentistas teve o intuito de servir como "propaganda" da religião e o belo era essencial nessa captação dos sentidos. E eu, certamente, não sou o primeiro a apontar um certo teor homoerotico nos quadros dessa época.

E é entre referências a Madonna, Björk, Kylie Minogue, religião, cinema, cultura japonesa, assim como textos próprios e a colagem de objetos do cotidiano que se encontra algumas das obras do JoaPa que incluem instalações e pelo que percebi em seu portfolio performances.

JoaPa
JoaPa
João Paulo Tiago
Portfolio (aqui você encontra essa e outras imagens além de links do blog, flickr e fotolog)

terça-feira, 17 de março de 2009

A Beleza na Forma

Quando eu passei para o curso de Artes, arte para mim era o Renascimento. E o Davi de Michaelangelo o ideal de perfeição física e artística. Embora também já me interessasse por Vicent van Gogh e suas pinceladas não clássicas.

Quando iniciei o curso de Artes tinha a idéia fixa de que a arte tinha que ser bonita. Agradável aos sentidos, harmônica, como propagandas de perfume e catálogos de Design. Idealmente, BELA, fosse de qualquer canto do planeta.

Quando comecei a conhecer a produção de arte contemporânea e a estudar a sua filosofia (estética) – passados os preconceitos – percebi que o Davi não é tão belo assim. Pro meu irmão ele está acima do peso.

Entendi que Michaelangelo não foi um gênio que pegou o primeiro bloco de granito e esculpiu essa obra-prima. Que a sua genialidade está em fazer esquecer que admirar Davi é admirar a Igreja Católica, sua ideologia, e todo o poder que o dinheiro de fiéis ainda lhe dá. E que a profundidade dessa obra, para mim, está exatamente nesse ponto: como o interesse causado pela beleza da forma é capaz de sobressair ao contexto e ao conteúdo.

Quando eu conheci o trabalho do contemporâneo Ron Mueck me perguntei o que seria do Michaelangelo hoje. A beleza do trabalho de Mueck é muito mais densa, intrigante. São as “imperfeições” agigantadas; a emoção intuída nas expressões; o tema mundano da matéria humana tão rejeitado pelos ideais cristãos. A dúvida do porque ele não ter retratado modelos da bela forma física, já que domínio da técnica não lhe falta.

São as dúvidas e questões suscitadas por alguns artistas contemporâneos que me fazem achar que vale a pena ainda acreditar em alguma coisa. Porque ao identificar o “estranho” aprendi a me colocar na posição de investigação e não de ignorante rechaço.

Depois que comecei a estudar Artes descobri que a beleza não é uniforme. Que reconhecer algo como belo requer vários conceitos. Que dizer que algo é belo apenas pela forma é não se colocar na posição de aprofundar as coisas. Que o que eu achava belo antes era vazio, puro sintoma do adestramento à cultura de massa.

Quando passei a pesquisar descobri que tudo é questão de embasamento. Faltava e ainda falta conteúdo...