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quinta-feira, 11 de março de 2010

You Belong With Me - Gay Version

Sei que estou sumido e realmente não tenho como desculpar, mas é difícil pra mim me acostumar com o fato de que como não tenho internet no meu quarto, não tenho como usar mais o meu pc mas não pude deixar esse vídeo tão fofo passar despercebido... se trata de uma versão gay do clip da música da ganhadora do Emmy para melhor albúm do ano passado, Taylor Swift.



Quem quiser aqui está o link para a tradução da letra com o vídeo original ao lado.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alcione, MV Bill e Direitos Humanos

Eu, obviamente não fui à parada. Não acho que ninguém deva ir, mas não gosto de bloco de carnaval, micareta ou afins. Se fosse uma marcha é mais provável que eu fosse.

Mas não é por isso que eu não posso participar dos outros eventos que ocorrem no calendário da Parada do Rio. Na última sexta-feira (30.Out) pela primeira vez fui na entrega do Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos. Fui com uma amiga hétero, meu namorado, e um amigo estrangeiro gay, mas na platéia tinha vários senhores de idade, jovens, pessoas de todas as classes e cores. Confesso que o coquetel anunciado na programação ajudou a ida de todos, assim como a simbólica quantia de R$1,99.

O prêmio elege personalidades, instituições, empresas e pessoas que se destacaram na promoção dos direitos de LGBT ao longo do ano. Problemas de produção à parte, foi MUITO legal. Eu que não acompanho tanto assim o que ocorre com todos os envolvidos da sigla LGBT fiquei feliz em saber que algumas poucas pessoas ainda fazem da sua vida uma luta por por direitos não somente individuais, mas de muitos outros que por quaisquer motivos não embarcam na luta. Aqui está a lista completa dos premiados.

MV Bill ganhou o prêmio na categoria Atitude pelo seu DVD Despacho Urbano onde utilizou cenas da Parada Gay do Rio . Durante o agradecimentou ele rappeou (?) a música "Só Mais um Maluco". Vale a pena dar uma conferida no vídeo de agradecimento. O discurso dele foi um dos meus favoritos.


"E a Alcione?" Essa foi a pergunta que meu namorado fez. Ele não sabia que ela era tão querida do público gay. A minha teoria é que músicas como "Ou Ela, Ou Eu" e "Além da Cama" por serem músicas em que obviamente a intérprete faz o papel de amante, que mantém um relacionamento não assumido socialmente, têm um forte apelo para gays e trans que muitas vezes levam relacionamentos longos às escondidas. Já vi alguns transformistas cantando músicas dela. Vale notar que as pessoas que compuseram essas músicas são homens. E o verso da primeira diz: "No aperto de mão, meu olhar vai pro chão pra ninguém perceber". Se fosse uma mulher não seria beijinho no rosto?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Eu tive um sonho ou We're back!

Estágio novo, Festival de Cinema do Rio, trabalhos cansativos e acabamos nos afastando por quase um mês. Para os que sentiram falta: obrigado! Para os que nem repararam ou se importaram: estamos de volta e com ganas de melhorar.

Mais uma parada do orgulho no Rio, mais uma parada proibida pelo preconceito de seus governantes - dessa vez em Caxias. E eu continuo pensando em que diabos estavam pensando quando nomearam a cidade do Rio como um dos melhores destinos gays. Esse povo nunca ouviu falar na palavra coió.

Todo gay da cidade conhece alguma história ou conhece alguma vítima. Tudo bem, acontece em muitas cidades e é por isso que eu fui no site e votei na Argentina. Se é pra votar num país latinoamericano que seja lá. Pode ter coió na Argentina, mas lá gays podem casar, com ressalvas, mas podem. Além de tudo os argentinos investem no turismo gay enquanto aqui no Rio a única propaganda que atrai gringos são as promessas de belos descamisados na praia.

Eu não estou reclamando, as coisas são como são, por ora. E foi isso que eu lembrei enquanto escutava a linda música da Gwen Stefani sobre segregação racial. Na música há trechos do discurso do Martin Luther King e confesso que fiquei emocionado ao perceber que o sonho dele nunca esteve tão próximo quanto agora com a eleição do Barack Obama.

Fico triste em pensar que talvez eu também não viva para ver o sonho de direitos iguais para todos sem distinção, também, de orientação sexual no Brasil. Mas tenho certeza de que quando a hora chegar alguém ficará tão feliz quanto eu...


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Novos ciclos...

Pois é, não há mal que sempre dure, então acho que o meu inferno astral deve mesmo ter chegado ao fim, por que esta é a única explicação para as duas notícias abaixo:

Melanie B confirma no Twitter que as Spice Girls vão se reunir novamente

Filme live-action da Barbie encontra estúdio

Não há palavras...

sábado, 15 de agosto de 2009

Música Pop, Divas e Montação...

Algumas semanas atrás, pela enesima vez, me apontaram a proximidade que o público gay tem com a música pop. Questionam o porque de tantas "divas" do pop (inter)nacional terem, um grande número de fans LGBT. Eu acho isso tudo muito engraçado. Música pop, como o nome já diz é pra ser gostado pela maioria então sinceramente, não entendo a estranheza de qualquer expressão cultural "popular" também atingir o público gay. O erro é achar que todo homem que gosta da Kylie Minogue, Madonna, Beyoncé ou Wanessa Camargo é gay. Eu não conheço nenhum mas sei que existe. =D

Eu acho que o público LGBT acaba se sobressaindo porque é uma parcela mais fiel da população. Costumam ser fans exemplares, que compram CD, procuram acompanhar a carreira (até depois de tocar nas rádios), vão a shows e talz. A única cantora pop que eu conheço (e gosto) que na minha opnião é majoritariamente gay é a Kylie Minogue. Quem já viu um show dela (ao vivo ou em DVD) sabe que ela não só flerta com o público gay ela é inspirada por ele. Conheci um garoto que fala que é "muita vontade de ser minoria". O negócio é que ela se monta como poucas...

O que mais me intriga nessa história é a atual popularização da montação. Beyoncé com seus apliques e roupas extravagantes; Lady Gaga com sua make-up e figurinos; isso pra falar só as mais descaradas. Acho que a figura produzida dessas "divas" que saem dos padrões e até debocham dele é o que atrai em tantos homens gays. A imagem de mulheres que transgridem o estético mas sem perder a sensualidade numa posição de poder é algo que não se vê todo dia. E pessoas famosas, teoricamente, deveriam ser pessoas diferentes das que conhecemos e não se desculpam por isso. Pelo contrário, usam essa diferença a seu favor.

Agora só me fica a dúvida... o que veio primeiro a diva ou a drag?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Paris, not France...

Continuando com a onda cultural, preciso indicar o documentário "Paris, not France", que a MTV americana exibiu no último dia 28. É a chance de conhecer intimamente um dos meus maiores ídolos e um símbolo da minha filosofia máxima de sim, o dinheiro traz a felicidade: PARIS HILTON!

Eu sei, alguns podem achar que eu estou só tirando onda de engraçadinho, mas REALMENTE a admiro. No dia em que conquistar a riqueza para a qual me preparei a vida toda, agirei quase que da mesma forma.

No trailer abaixo, ela fala que as pessoas a vêem como uma "Barbie com a vida perfeita" e é claro que até certo ponto é assim mesmo. Com certeza há muitos problemas em ser conhecido por ser tão rico, além do descrédito de que ela sofre. MAS, o que admiro é que ela se diverte. Quis ser uma celebridade independente do talento, foi lá, pagou e fez. Como ela mesma diz, é uma MARCA. Um LUXO!



Uma ÓTIMA entrevista com a diva:



E abaixo, o clipe "Paris for president", que eu adoro. Tenho certeza que se ela fosse a presidente dos EUA, o mundo seria muito melhor... votaria de olhos fechados:



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Continuando... no dia 05 de Outubro, os Backstreet Boys lançam o seu sétimo álbum, "This is us", que é o segundo sem o (gostoso) Kevin. O primeiro single já foi lançado e vocês podem escutar aqui.
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E continuando com o post cultural (mas não nos níveis do Literatum), um vídeo legal com 100 falas marcantes do cinema:


terça-feira, 21 de julho de 2009

São Paulo, um mês depois!!

Pois é galera, andei sumido por que estava na cidade vizinha, a megalópole São Paulo.

Um frio do cão, amigos com gripe A e um bairrismo saudável foram os únicos pontos discutíveis. De resto, foi tudo ótimo.

Como sempre, quem me levou à Paulicéia foi minha Diva-Mor, o ícone fashion de 50 anos e 29 centímetros, a Barbie. Nos dias 11 e 12 de Julho, tivemos a segunda convenção nacional de colecionadores da boneca, e eu até palestrei, descobrindo que pelo menos nesse mundo rosa eu já sou uma celebridade (tanta gente pedindo para tirar foto comigo, só faltou dar autógrafo).

Mas voltando à cidade, infelizmente não deu para eu ir na época da parada, mas ainda assim me senti numa cidade gay. É claro que não estava evitando lugares gays, mas enquanto pensava em Nova York comendo um brownie no Starbucks da Paulista, após um dia de compras na livraria cultura do Conjunto Nacional, vi um verdadeiro desfile dos mais variados tipos de homossexuais.

Casais de mão dada, fortões, menininhos emo, monetes fashion... todos desfilando com uma liberdade invejável, ainda que assegurada por um local gay-friendly.

Um rapaz disse para uma amiga minha que o Rio é o dia e que São Paulo é a noite, e nessa viagem isso foi tão apropriado... os dias frios e cinzentos só serviram mesmo para dormir, mas as noites agitadas da balada paulistana mais uma vez me seduziram. Voltei na "Lôca", por que não tem como passar pela cidade sem ir lá (ou sem comprar um boneco dos Cavaleiros do Zodíaco na 25 de Março!).

Mas a grande revelação foi a "GAMBIARRA". Uma festa produzida por atores, num hotel, com três pistas. Na minha opinião, os acertos já começam pelo espaço, por que eu não suporto boate pequena, e uma festa que toma conta do lobby de um hotel é PERFEITA! Lotação nas pistas? Com certeza, mas com vários lugares para onde se fugir e respirar um pouco. Só gente bonita e som da melhor qualidade. Em uma das pistas, MPB remixada e alguns trash, para divertir. Na outra, flashback total, e na terceira, pop da melhor qualidade. Gente hétero, gente bi, gente homo. Tudo em harmonia.

Atores (como eu) e estudantes de Arte (como o L.D) pagam meia e têm direito a uma fila especial e muito menor.

Com a deliciosa pizza da "Bela Paulista" e o maravilhoso hambúrguer da "Lanchonete da cidade", fica a dica para quem estiver em São Paulo por um breve período.

domingo, 28 de junho de 2009

Queer King


Então o Pop perdeu o seu rei. Para mim, o pop é a música, então é como se toda a música estivesse acéfala...

Michael era um gênio, e mesmo com as inesquecíveis imagens de seu declínio e das suas esquisitices, sempre lembraremos do seu talento. Era quase bizarro ver uma apresentação dos Jackson Five, pois Michael, o caçula, tinha tal magnetismo que era impossível reparar nos outros quatro.

Depois ele ascendeu a rei do Pop, quebrou recordes e se tornou um mito, até que o inevitável declínio o transformou em "Wacko Jacko".

Ian Halperin, em extenso artigo no Daily Mail, fala sobre a exaustão física e mental que levaram o rei do Pop à morte. É inegável que a pressão para fazer os 50 shows de retorno em Londres teve uma grande parcela nisso tudo.

Mas o artigo fala também da homossexualidade de Jackson. Segundo o repórter, ele gostava de homens mais jovens (não meninos...), e chegou a se travestir para sair de um motel onde se encontrava com um desses homens.

A sexualidade de Michael não é algo relevante, ainda mais agora, mas é provável que as provas disso, se existirem, vão aparecer em breve. A questão é que independente de ser gay ou não, com certeza ele experimentou o pior lado de ser "diferente".

Apesar do talento inegável, Michael não teve uma infância normal, já que em pouco tempo a responsabilidade de sustentar a família estava em seus ombros. Como Popstar, as atenções do mundo lhe negaram uma vida privada (o que, para um homossexual, seria ainda pior...), e depois, como excêntrica figura, ele era alvo de zombaria.

Agora, como é praxe na morte, o mundo parece esquecer tudo e todo mundo corre para as lojas em buscas dos Cds e DVDs do ídolo.

Talvez essa seja a parte mais cruel da coisa toda. A mais esquisita. A mais queer.

*
Bem, o que eu REALMENTE quero saber é o que será feito do oscar de melhor filme de "...E O Vento Levou", comprado por Michael em 1999 por US$ 1.500.000,00. Este é sem dúvida o objeto que mais desejo possuir no mundo todo (junto do Oscar da Vivien Leigh, claro), então fico me perguntando onde ele vai parar...