Aí, o tópico da semana foi a declaração do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), associando o câncer de mama masculino às paradas gays.
Me lembrei de quando não podia brincar de boneca para não "virar" gay. É impressionante como esse povo preconceituoso faz as mais mirabolantes associações... Por que assim, se estivessem falando de AIDS, tudo bem, seria ridículo e muito preconceituoso, mas há um estigma, e poderia-se dizer que as paradas estimulam promiscuidade, enfim... Mas nesse caso, não há nenhum tipo de linha lógica a ser seguida! Como pode passar na cabeça de uma pessoa teoricamente estudada que um tipo de câncer vá se desenvolver por causa de um desfile?
Aí, claro, algum assistente redigiu um comunicado para a Fátima Bernardes ler, onde o governador diz que "era tudo brincadeirinha" e, como sempre, que a militância gay está agindo com muita severidade... Fiquei pasmo com essa história toda!
O bom é que o mais prejudicado é ele mesmo, né? Como idéia tão absurda jamais será considerada, fica o registro de um episódio ridículo e de um político (que deveria ser ao menos hipócrita e saber o que não dizer...) que passou atestado de ignorância em âmbito nacional.
*
Lembrete: Nesse domingo é a 14ª Parada do Orgulho Gay do Rio (e a primeira onde estarei livre, leve e solto...), não percam!!!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
O Nobel da Guerra mobiliza o Império...

Então Barack Obama ganhou o Nobel da Paz e muita gente se perguntou o por que... É claro que todo mundo sabe que independente de qualquer atitude, o prêmio foi dado por que não existe um Nobel da Guerra para premiar o Bush, mas muita gente chiou.
Obama foi eleito como um salvador, para o cargo mais importante do mundo, e todo mundo esperava um milagre. Eu sempre fui contra essa idéia de que "presidente é rei", e que basta colocar um homem numa cadeira e ele sozinho resolverá tudo, mas perto de completar um ano de governo, a administração Obama está cada vez mais impopular...
O primeiro grande problema foi a crise econômica, que embora já esteja praticamente resolvida, deixou o Império Americano mais fraco do que nunca. Agora, a pressão é para o cumprimento das promessas de campanha, e aí entra a comunidade GLBT, que votou expressivamente em Obama e agora se sente abandonada ao ver que quase nada acontece...
No dia 10, o gramado do "The Mall" em Washington foi coberto por uma multidão de pessoas, numa daquelas manifestações que fazem a história dos Estados Unidos (e cenas de Forrest Gump). A "marcha nacional pela igualdade" contou com a presença de famosos e discursos emocionados e emocionantes. Três dos quais estão abaixo:
Lady Gaga, Diva, falando pelos jovens.
Cynthia Nixon, maravilhosa, dizendo lindamente que se uma classe de cidadãos não tem direitos, ela é evidentemente vista como inferior pelas outras, que então se sentem livres para o ataque.
Judy Shepard, a mãe do jovem Matthew Shepard, vítima da violência anti-gay, lembra que o presidente só pode agir com a ajuda do povo e que ninguém tem o direito de dizer de que forma devemos amar.
A vitória veio com a aprovação do projeto de lei contra crimes de ódio, batizado em homenagem a Matthew Shepard, que é efetivamente a primeira lei a proteger a comunidade GLBT estadunidense em âmbito nacional. Só falta o Obama assinar, e finalmente ele terá saído do marasmo e merecido o prêmio, que muitos críticos disseram ter sido o primeiro Nobel "preventivo", pois serviria justamente para dar a Obama o estímulo necessário para agir... Vamos ver.
Uma amiga me disse que muito do que é comentado aqui é sobre os EUA, e é claro que isso é em parte culpa da minha americanização assumida, mas o caso é que não há muita coisa a dizer sobre nós por enquanto. Quem sabe se aqui a gente se mobilizasse para ocupar as ruas de Brasília e exigir igualdade?
Bom, para não dizer que nada acontece, dia 01 temos a Parada do Orgulho aqui no Rio. Independente da festa, é também um ato político e por isso mesmo, válido.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Muito trabalho e filmes...

Pois é pessoal, depois de um Agosto ativo, passamos setembro parando e outubro congelados, mas como disse o L.D, estamos de volta! Minhas desculpas são o trabalho puxado, crises na faculdade e uma maratona louca para ver o máximo de filmes do festival do Rio possíveis. É triste, mas acabei dando mais atenção ao Ambrosia, e você podem ler minhas resenhas completas sobre os filmes que vi lá.
Comecei o Festival vendo o maravilhoso "Eu Matei Minha Mãe", que eu nem sabia que tinha um personagem gay, já que não fazia parte da mostra específica... para mim pelo menos, não teve como não me identificar com a história de amor e desentendimento de Hubert e sua mãe...
Segui com "Fúria", sobre políticos americanos enrustidos, e adorei ver o Ney Matogrosso em "Depois de Tudo".
Me emocionei bastante com a ópera documentário "Arvores com Figos", que fala da AIDS com tanta leveza. Um grande acerto na mostra foi "An englishman in New York", sobre o delicioso Quentin Crisp, e "Ander" foi uma ótima surpresa. As decepções foram "Boy", que é bem chatinho, e "Humpday", que não é tão engraçado ou ousado quanto prometia...
Na premiére Brasil, gostei muito de "Sonhos Roubados", e meio que por acidente assisti um tocante documentário sobre o domínio do Tibete pela China (evidentemente, fora da premiére Brasil...), "Fogo sob a Neve".
Sem dúvida, uma das grande alegrias foi ver o hilário "Matadores de Vampiras Lésbicas", e os outros filmes que vi podem ser conferidos na lista do Ambrosia. O caso é que aproveitei bem o festival de cinema, podendo gritar a plenos pulmões que "cinema é a maior diversão", sem medo de "chover no molhado".
Pra semana eu comento o Nobel do Obama, a marcha nacional pela igualdade nos EUA, casos curiosos, e a violência na cidade sede das olimpíadas 2016. Fazer o que, né? Tanto tempo sem postar, vamos ter que correr atrás...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Eu tive um sonho ou We're back!
Estágio novo, Festival de Cinema do Rio, trabalhos cansativos e acabamos nos afastando por quase um mês. Para os que sentiram falta: obrigado! Para os que nem repararam ou se importaram: estamos de volta e com ganas de melhorar.
Mais uma parada do orgulho no Rio, mais uma parada proibida pelo preconceito de seus governantes - dessa vez em Caxias. E eu continuo pensando em que diabos estavam pensando quando nomearam a cidade do Rio como um dos melhores destinos gays. Esse povo nunca ouviu falar na palavra coió.
Todo gay da cidade conhece alguma história ou conhece alguma vítima. Tudo bem, acontece em muitas cidades e é por isso que eu fui no site e votei na Argentina. Se é pra votar num país latinoamericano que seja lá. Pode ter coió na Argentina, mas lá gays podem casar, com ressalvas, mas podem. Além de tudo os argentinos investem no turismo gay enquanto aqui no Rio a única propaganda que atrai gringos são as promessas de belos descamisados na praia.
Eu não estou reclamando, as coisas são como são, por ora. E foi isso que eu lembrei enquanto escutava a linda música da Gwen Stefani sobre segregação racial. Na música há trechos do discurso do Martin Luther King e confesso que fiquei emocionado ao perceber que o sonho dele nunca esteve tão próximo quanto agora com a eleição do Barack Obama.
Fico triste em pensar que talvez eu também não viva para ver o sonho de direitos iguais para todos sem distinção, também, de orientação sexual no Brasil. Mas tenho certeza de que quando a hora chegar alguém ficará tão feliz quanto eu...
Mais uma parada do orgulho no Rio, mais uma parada proibida pelo preconceito de seus governantes - dessa vez em Caxias. E eu continuo pensando em que diabos estavam pensando quando nomearam a cidade do Rio como um dos melhores destinos gays. Esse povo nunca ouviu falar na palavra coió.
Todo gay da cidade conhece alguma história ou conhece alguma vítima. Tudo bem, acontece em muitas cidades e é por isso que eu fui no site e votei na Argentina. Se é pra votar num país latinoamericano que seja lá. Pode ter coió na Argentina, mas lá gays podem casar, com ressalvas, mas podem. Além de tudo os argentinos investem no turismo gay enquanto aqui no Rio a única propaganda que atrai gringos são as promessas de belos descamisados na praia.
Eu não estou reclamando, as coisas são como são, por ora. E foi isso que eu lembrei enquanto escutava a linda música da Gwen Stefani sobre segregação racial. Na música há trechos do discurso do Martin Luther King e confesso que fiquei emocionado ao perceber que o sonho dele nunca esteve tão próximo quanto agora com a eleição do Barack Obama.
Fico triste em pensar que talvez eu também não viva para ver o sonho de direitos iguais para todos sem distinção, também, de orientação sexual no Brasil. Mas tenho certeza de que quando a hora chegar alguém ficará tão feliz quanto eu...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Novos ciclos...
Pois é, não há mal que sempre dure, então acho que o meu inferno astral deve mesmo ter chegado ao fim, por que esta é a única explicação para as duas notícias abaixo:
Melanie B confirma no Twitter que as Spice Girls vão se reunir novamente
Filme live-action da Barbie encontra estúdio
Não há palavras...
Melanie B confirma no Twitter que as Spice Girls vão se reunir novamente
Filme live-action da Barbie encontra estúdio
Não há palavras...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Sobre o fetiche da conversão
Acontece com qualquer um. Você conhece aquele alguém que atende todas as suas mais loucas exigências (geralmente) físicas. Mas infelizmente nem se é reparado porque a orientação sexual é diferente da que gostaríamos. E o que fazemos então? Aceitamos como mais uma ironia da vida? Não, não. A gente insiste. Talvez ele não tenha reparado como "eu sou" inteligente/gostos@/bem-humorad@/estilos@ e tantos outros predicados.
Difícil dizer porque alguns homens e mulheres teimam em achar que alguns homens podem ser "convertidos" e que podem mudar de orientação sexual. O fato é que acontece, e eu gostaria de dividir algumas opiniões sobre o assunto com vocês. Só gostaria de deixar claro que em momento algum quero dizer que seja possível algum tipo de conversão em algum sentido definitivo da coisa.
Talvez porque na nossa cultura faça parte do papel social feminino ser atraente tanto física quanto intelectualmente para os homens (mesmo que isso signifique ser mais burra), quando mulheres e gays encontram um homem que eles não conseguem atrair (de jeito maneira) talvez isso mexa com a nervos dos que se sentem mais confiantes - por se acharem irresistíveis - e inicie um complicado jogo de conquista com o objetivo único de não passar despercebido ou ser rejeitado.
Outra possível explicação poderia ser, também, o fato de que na nossa sociedade o homem seja direcionado a valorizar mais os estímulos sexuais/sensoriais físicos do que os emocionais/psicológicos o que o tornaria mais sexualmente "flexível" do que as mulheres que supostamente precisariam de um vínculo afetivo que requer táticas mais complexas e aleatórias que estímulos físicos/sensoriais. Isso sem mencionar que rapazes tendem a valorizar mais o número de conquistas sexuais que as moças. O que justifica sexo por sexo tanto para homens héteros quanto para homens gays, mas o que não quer dizer que fazer sexo com uma pessoa de orientação sexual diferente muda a percepção do mesmo sobre a sua própria orientação.
Não tenho como dizer que nunca desejei ter um corpo bonito o suficiente que fosse capaz de enfeitiçar/atrair até homens (que se consideram) héteros. Mas nunca passou, pra mim, de um fetiche, que se concretizado só poderia me trazer dor de cabeça, já que a idéia de convencer alguém sobre a sua própria sexualidade nunca me pareceu tão atraente assim.
Difícil dizer porque alguns homens e mulheres teimam em achar que alguns homens podem ser "convertidos" e que podem mudar de orientação sexual. O fato é que acontece, e eu gostaria de dividir algumas opiniões sobre o assunto com vocês. Só gostaria de deixar claro que em momento algum quero dizer que seja possível algum tipo de conversão em algum sentido definitivo da coisa.
Talvez porque na nossa cultura faça parte do papel social feminino ser atraente tanto física quanto intelectualmente para os homens (mesmo que isso signifique ser mais burra), quando mulheres e gays encontram um homem que eles não conseguem atrair (de jeito maneira) talvez isso mexa com a nervos dos que se sentem mais confiantes - por se acharem irresistíveis - e inicie um complicado jogo de conquista com o objetivo único de não passar despercebido ou ser rejeitado.
Outra possível explicação poderia ser, também, o fato de que na nossa sociedade o homem seja direcionado a valorizar mais os estímulos sexuais/sensoriais físicos do que os emocionais/psicológicos o que o tornaria mais sexualmente "flexível" do que as mulheres que supostamente precisariam de um vínculo afetivo que requer táticas mais complexas e aleatórias que estímulos físicos/sensoriais. Isso sem mencionar que rapazes tendem a valorizar mais o número de conquistas sexuais que as moças. O que justifica sexo por sexo tanto para homens héteros quanto para homens gays, mas o que não quer dizer que fazer sexo com uma pessoa de orientação sexual diferente muda a percepção do mesmo sobre a sua própria orientação.
Não tenho como dizer que nunca desejei ter um corpo bonito o suficiente que fosse capaz de enfeitiçar/atrair até homens (que se consideram) héteros. Mas nunca passou, pra mim, de um fetiche, que se concretizado só poderia me trazer dor de cabeça, já que a idéia de convencer alguém sobre a sua própria sexualidade nunca me pareceu tão atraente assim.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
National Pride
Olhem que interessante a coluna de ontem do Mauricio Stycer.
Taí uma coisa na qual eu sempre pensei. Não por ser anti-nacionalista não, mas sim por que esse tipo de comportamento é ridículo.
Me marcaram três momentos. O primeiro no show da Madonna de 1993, quando ela vestiu uma camisa do Flamengo, para delírio da multidão, enquanto tentava falar meia dúzia de palavrões em português. Legal, todos os artistas decoram algumas palavras para mostar simpatia mas e daí? Escutar a nossa língua sair da boca da Madonna faz com que ela soe melhor em que? Isso se repetiu no show dela no ano passado, com a camisa da seleção. Grandes coisas.
Outro momento interessante foi no show da Briney Spears, no Rock in Rio de 2001, quando a bandeira americana foi vaiada e vários comentaram que ela deveria ter exibido uma bandeira do Brasil. Pergunto: WHY? Britney Spears por acaso é brasileira?
Tenho certeza que nenhuma das pessoas que vêem shows internacionais como palco para nacionalismo topariam abraçar a bandeira dos EUA num show em Nova York, de onde se conclui que a homenagem só pode ser feita ao Brasil, e nunca retribuida...
Eu, héin!
Taí uma coisa na qual eu sempre pensei. Não por ser anti-nacionalista não, mas sim por que esse tipo de comportamento é ridículo.
Me marcaram três momentos. O primeiro no show da Madonna de 1993, quando ela vestiu uma camisa do Flamengo, para delírio da multidão, enquanto tentava falar meia dúzia de palavrões em português. Legal, todos os artistas decoram algumas palavras para mostar simpatia mas e daí? Escutar a nossa língua sair da boca da Madonna faz com que ela soe melhor em que? Isso se repetiu no show dela no ano passado, com a camisa da seleção. Grandes coisas.
Outro momento interessante foi no show da Briney Spears, no Rock in Rio de 2001, quando a bandeira americana foi vaiada e vários comentaram que ela deveria ter exibido uma bandeira do Brasil. Pergunto: WHY? Britney Spears por acaso é brasileira?
Tenho certeza que nenhuma das pessoas que vêem shows internacionais como palco para nacionalismo topariam abraçar a bandeira dos EUA num show em Nova York, de onde se conclui que a homenagem só pode ser feita ao Brasil, e nunca retribuida...
Eu, héin!
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domingo, 13 de setembro de 2009
It was acceptable in the eighties... it was acceptable at the time!
Todos que lêem o blog sabem como eu admiro o look dos anos 80. Há coisas absurdas, mas o exagero tem personalidade, e os anos noventa me parecem só cafonas, já que a década anterior era cafona sim, mas com estilo.
Falando em estilo, está sendo gravada em Nova York, nesse momento, a sequência cinematográfica de Sex and the City, e em flashbacks de vinte anos atrás, vemos as garotas como chegaram a NY: cheias de estilo, mas nos anos 80!

Falando em estilo, está sendo gravada em Nova York, nesse momento, a sequência cinematográfica de Sex and the City, e em flashbacks de vinte anos atrás, vemos as garotas como chegaram a NY: cheias de estilo, mas nos anos 80!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Are babado!
Essa semana está super difícil postar alguma coisa. Nem a última semana da novela eu consigo ver.
Mas não posso deixar passar em branco assim... Encontrei essa foto no orkut de um amigo e achei o MÁXIMO.
Por mais que eu saiba que esse final é tão irreal quanto a Luciana Gimenez ganhar o Nobel, a iniciativa da foto foi legal e se a Globo deu permissão pra isso, PARABÉNS!
Mas não posso deixar passar em branco assim... Encontrei essa foto no orkut de um amigo e achei o MÁXIMO.
Por mais que eu saiba que esse final é tão irreal quanto a Luciana Gimenez ganhar o Nobel, a iniciativa da foto foi legal e se a Globo deu permissão pra isso, PARABÉNS!
domingo, 6 de setembro de 2009
Transgêneros, TV e Talento
Poucas são as vezes em que membros da comunidade LGBT aparecem de forma positiva na televisão e no caso dos transgêneros, em geral, a probabilidade disso acontecer é ainda menor. Comumente qualquer pessoa que quebre o código social dos gêneros só aparece na mídia como fonte inesgotável de piadas, muitas das quais incrivelmente depreciativas.
Sei que muitas das vezes são transgêneros que conseguem um espaço na mídia pelo seu senso de humor e capacidade de rirem de si mesmos. Mas dificilmente vemos transgêneros representados com naturalidade ou mesmo a entediante assexualidade de gays e lésbicas de novela.
No entanto no último mês bombaram na internet vídeos de dois reality shows onde dois transgêneros se mostram como fortes concorrentes em competições de talento.
A primeira é a dançarina Leyomi do grupo de dança Vogue Evolution que participa de uma competição da MTV americana para escolher o melhor grupo de dança dos EUA.
Sei que muitas das vezes são transgêneros que conseguem um espaço na mídia pelo seu senso de humor e capacidade de rirem de si mesmos. Mas dificilmente vemos transgêneros representados com naturalidade ou mesmo a entediante assexualidade de gays e lésbicas de novela.
No entanto no último mês bombaram na internet vídeos de dois reality shows onde dois transgêneros se mostram como fortes concorrentes em competições de talento.
A primeira é a dançarina Leyomi do grupo de dança Vogue Evolution que participa de uma competição da MTV americana para escolher o melhor grupo de dança dos EUA.
Em ambos os vídeos a questão da sexualidade é posta em segundo lugar. O destaque, e impacto incial fica por conta do talento, tanto de Leyomi quanto da Lívia Mendes.
Agora é acompanhar a condução da abordagem do assunto nos programas. No MTV eu não duvido que isso não gere conflito nenhum, mas em se tratando daquela emissorinha lá, não ficaria assustado se o número de votação para a Lívia fosse surpreendentemente desconectado numa final...
Agora é acompanhar a condução da abordagem do assunto nos programas. No MTV eu não duvido que isso não gere conflito nenhum, mas em se tratando daquela emissorinha lá, não ficaria assustado se o número de votação para a Lívia fosse surpreendentemente desconectado numa final...
sábado, 5 de setembro de 2009
Amor, sexo e pais homofóbicos... ou"Tranformei meu filho em bicha?"
Na sexta passada teve a estréia de "Amor e sexo", novo programa da Rede Globo, apresentado por Fernanda Lima. Nos moldes do "Altas Horas", mas centrado em sexo, ainda não vi muita coisa para dar uma opinião conclusiva, mas acho legal termos um espaço para falar do assunto na emissora.
Além de joguinhos e matérias, o programa conta com uma sexóloga para responder as perguntas do público com embasamento, e o politicamente correto e a modernidade vão garantir que as posições oficiais sejam sempre gay-friendly. Mas é claro, num programa que recebe ligações externas e faz pesquisa na rua, temos que tudo...
No programa de hoje, um pai preocupado ligou para dizer que seu filho é homossexual, e queria saber se pode ter contribuído para que ele optasse por isso, e se há algum tratamento que possa reverter isso.
A doutora falou lindamente sobre como a homossexualidade não é uma doença, e que uma reversão da condição não deve ser buscada. Falou de amor e aceitação, e de como os pais podem afetar seus filhos com uma rejeição do tipo. Depois, foi exibida uma pesquisa nas ruas, com uma maioria de respostas positivas, embora muitos tratem da orientação sexual como algo opcional. De maneira realista, falou-se da surpresa e do choque inicial, mas o amor saiu ganhando como argumento. Uma exceção foi um senhor (que eu nem achei o mais másculo da paróquia...) dizendo que não aceitaria ter um filho gay, pois isso seria sinal de que não o criou bem.
Ok, eu posso ser pouco nobre, mas quando escuto algo assim, tal é a minha revolta que só penso em homicídio mesmo...
Recentemente tivemos a polêmica daquela pseudo-psicolóloga, Rozângela Justino, que disse ter "curado" vários gays, e que se sentia ameaçada pela "militância gay nazista". O assunto acabou passando sem menção aqui no blog, acho até que por ela ter recebido o CHAMADO divino quando comprou um disco do Chico Buarque que veio com músicas de louvor no lado B (um milagre, é claro).
Pode ser também por que eu acho que as pessoas devem ser livres para procurar o que julgarem certo, inclusive uma reversão de seu desejo sexual, ainda que eu só possa concluir, pela minha vivência, que tal esforço é ridículo.
Vou reproduzir abaixo um trecho da carta à psicóloga publicada por Jean Willys:
É possível que os oprimidos se identifiquem com a ideologia de seus opressores mesmo sem terem consciência disso. É por isso que podem existir negros racistas e homossexuais moralistas. E é por isso também, minha senhora, possível que muitos homossexuais que não resistam às pressões e violências diversas impostas pela ordem em que vivemos tenham procurado seu “consultório” em busca de “cura” para a homossexualidade. A este comportamento nós chamamos de homofobia internalizada. Se a senhora fosse uma psicóloga competente e ética, saberia que os objetivos de uma terapia psicológica não podem ser definidos em termos de mudanças de comportamento do paciente. A cura no sentido de restabelecimento do estado anterior a uma doença é um privilégio da medicina e só existe para patologias provocadas por vírus, bactérias ou fungos ou por disfunções orgânicas e hormonais ou, ainda, para certos tipos de câncer. Homossexualidade não é doença, logo, não precisa de cura.
Fica o recado para os pais preocupados então (o que ligou para o programa já teve resposta). Amem seus filhos. Um filho é uma pessoa diferente de você, com quem não necessariamente você vai se identificar, com idéias próprias que não necessariamente você vai apoiar. Cabe, então, o viva e deixe viver. O respeito. E isso já requer uma grande quantidade de amor.
Além de joguinhos e matérias, o programa conta com uma sexóloga para responder as perguntas do público com embasamento, e o politicamente correto e a modernidade vão garantir que as posições oficiais sejam sempre gay-friendly. Mas é claro, num programa que recebe ligações externas e faz pesquisa na rua, temos que tudo...
No programa de hoje, um pai preocupado ligou para dizer que seu filho é homossexual, e queria saber se pode ter contribuído para que ele optasse por isso, e se há algum tratamento que possa reverter isso.
A doutora falou lindamente sobre como a homossexualidade não é uma doença, e que uma reversão da condição não deve ser buscada. Falou de amor e aceitação, e de como os pais podem afetar seus filhos com uma rejeição do tipo. Depois, foi exibida uma pesquisa nas ruas, com uma maioria de respostas positivas, embora muitos tratem da orientação sexual como algo opcional. De maneira realista, falou-se da surpresa e do choque inicial, mas o amor saiu ganhando como argumento. Uma exceção foi um senhor (que eu nem achei o mais másculo da paróquia...) dizendo que não aceitaria ter um filho gay, pois isso seria sinal de que não o criou bem.
Ok, eu posso ser pouco nobre, mas quando escuto algo assim, tal é a minha revolta que só penso em homicídio mesmo...
Recentemente tivemos a polêmica daquela pseudo-psicolóloga, Rozângela Justino, que disse ter "curado" vários gays, e que se sentia ameaçada pela "militância gay nazista". O assunto acabou passando sem menção aqui no blog, acho até que por ela ter recebido o CHAMADO divino quando comprou um disco do Chico Buarque que veio com músicas de louvor no lado B (um milagre, é claro).
Pode ser também por que eu acho que as pessoas devem ser livres para procurar o que julgarem certo, inclusive uma reversão de seu desejo sexual, ainda que eu só possa concluir, pela minha vivência, que tal esforço é ridículo.
Vou reproduzir abaixo um trecho da carta à psicóloga publicada por Jean Willys:
É possível que os oprimidos se identifiquem com a ideologia de seus opressores mesmo sem terem consciência disso. É por isso que podem existir negros racistas e homossexuais moralistas. E é por isso também, minha senhora, possível que muitos homossexuais que não resistam às pressões e violências diversas impostas pela ordem em que vivemos tenham procurado seu “consultório” em busca de “cura” para a homossexualidade. A este comportamento nós chamamos de homofobia internalizada. Se a senhora fosse uma psicóloga competente e ética, saberia que os objetivos de uma terapia psicológica não podem ser definidos em termos de mudanças de comportamento do paciente. A cura no sentido de restabelecimento do estado anterior a uma doença é um privilégio da medicina e só existe para patologias provocadas por vírus, bactérias ou fungos ou por disfunções orgânicas e hormonais ou, ainda, para certos tipos de câncer. Homossexualidade não é doença, logo, não precisa de cura.
Fica o recado para os pais preocupados então (o que ligou para o programa já teve resposta). Amem seus filhos. Um filho é uma pessoa diferente de você, com quem não necessariamente você vai se identificar, com idéias próprias que não necessariamente você vai apoiar. Cabe, então, o viva e deixe viver. O respeito. E isso já requer uma grande quantidade de amor.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Going GaGa over Lady!
Bom, eu ainda não consegui realizar o projeto de homenagear as grandes divas da minha vida aqui no blog, e nem começaria por ela, mas tenho que dizer: EU AMO LADY GAGA!
Pop é pop, então não quero discutir originalidade ou conteúdo em sua obra. O que me atrai é o flerte com o kitsch, a estética gay e oitentista, forte também na deusa Kylie.
Mas o post é só para comentar esta notícia:
Lady GaGa declarou que o ponto alto de sua carreira foi atingido em um show de Nova York, com dois homens fazendo sexo na platéia, que incluía Madonna. A cantora disse ainda ter tudo o que sempre quis com isso, e que jamais viraria as costas à comunidade gay que, segundo ela, é a razão por ela estar onde está hoje.
Eu concordo com ela, até por que grandes divas são feitas por seus admiradores. A postura gay-friendly, as letras ambíguas e sexualizadas também ajudam, e OH MY GOD! Como eu gostaria de transar num show dela, com a Madonna do meu lado (ou num da Madonna com ela ao meu lado...)!! Dificilmente alguma situação pode ser mais gay do que essa...
Bom, teve o caso do chiuaua de brinco rosa roubado por um homem com uma tatuagem da Britney Spears, mas aí já é outra história...
Mas o post é só para comentar esta notícia:
Lady GaGa declarou que o ponto alto de sua carreira foi atingido em um show de Nova York, com dois homens fazendo sexo na platéia, que incluía Madonna. A cantora disse ainda ter tudo o que sempre quis com isso, e que jamais viraria as costas à comunidade gay que, segundo ela, é a razão por ela estar onde está hoje.
Eu concordo com ela, até por que grandes divas são feitas por seus admiradores. A postura gay-friendly, as letras ambíguas e sexualizadas também ajudam, e OH MY GOD! Como eu gostaria de transar num show dela, com a Madonna do meu lado (ou num da Madonna com ela ao meu lado...)!! Dificilmente alguma situação pode ser mais gay do que essa...
Bom, teve o caso do chiuaua de brinco rosa roubado por um homem com uma tatuagem da Britney Spears, mas aí já é outra história...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Was about fucking time!
Nunca usarei este ou qualquer outro espaço para promover a violência. Sim, sou humano, e mesmo como "gay modernoso", tenho minhas intolerâncias, sinto raiva, me vingo, e sou capaz de muita coisa. Mas em linhas gerais, não apóio a violência.
É lógico que mais cedo ou mais tarde os homossexuais reagiriam à violência a que somos expostos todos os dias de forma violenta. O próprio levante de Stonewall começou assim, com uma reação violenta à opressão.
Mas em Pittsburg, Filadélfia, um grupo denominado "BASH BACK" prega que se dê o troco no Estado opressor e heteronormativo. Não, não é um episódio da quarta temporada de "Queer as Folk"...
O grupo diz lutar pela liberação, se colocando contra a opressão do Estado e qualquer forma de governo. Admite e valida a luta GLBT, mas considera o desejo por instituições como o casamento mero simulacro da heterossexualidade, reproduzindo as normas de uma forma de poder heterossexual.
Eles são contrários ao que chamam de "Sistema binário de gênero", que classifica as pessoas em macho e fêmea. A maioria dos membros não se classifica assim, ou diz ser os dois. Anti-sistema, anti-militarismo e anti-casamento para qualquer um, o que eles apóiam é a auto-determinação do gênero, muito sexo e pornografia, e o confronto como primeira resposta à violência.
"Não estamos tentando mudar a cabeça das pessoas; nem tentamos forçar heterossexuais a nos dar liberdade. Estamos revidando," diz Tristyn Trailer-Trash, membro do grupo. "Vamos parar com a pregação de ódio, parar com a criação de um ambiente pouco amistoso para pessoas gays e trans. Não vamos ser bonzinhos com isso - eles não têm sido!"
Apesar do discurso, a violência do grupo é mais psicológica, com protestos, passeatas, beijaços e vandalizações em igrejas evangélicas, eventos políticos anti-gay e coisas do tipo.
Será esse o único caminho para conquistarmos nossos direitos? Revoltas e protestos já funcionaram para outros grupos, então é um caso a se pensar...
É lógico que mais cedo ou mais tarde os homossexuais reagiriam à violência a que somos expostos todos os dias de forma violenta. O próprio levante de Stonewall começou assim, com uma reação violenta à opressão.
Mas em Pittsburg, Filadélfia, um grupo denominado "BASH BACK" prega que se dê o troco no Estado opressor e heteronormativo. Não, não é um episódio da quarta temporada de "Queer as Folk"...
O grupo diz lutar pela liberação, se colocando contra a opressão do Estado e qualquer forma de governo. Admite e valida a luta GLBT, mas considera o desejo por instituições como o casamento mero simulacro da heterossexualidade, reproduzindo as normas de uma forma de poder heterossexual.
Eles são contrários ao que chamam de "Sistema binário de gênero", que classifica as pessoas em macho e fêmea. A maioria dos membros não se classifica assim, ou diz ser os dois. Anti-sistema, anti-militarismo e anti-casamento para qualquer um, o que eles apóiam é a auto-determinação do gênero, muito sexo e pornografia, e o confronto como primeira resposta à violência.
"Não estamos tentando mudar a cabeça das pessoas; nem tentamos forçar heterossexuais a nos dar liberdade. Estamos revidando," diz Tristyn Trailer-Trash, membro do grupo. "Vamos parar com a pregação de ódio, parar com a criação de um ambiente pouco amistoso para pessoas gays e trans. Não vamos ser bonzinhos com isso - eles não têm sido!"
Apesar do discurso, a violência do grupo é mais psicológica, com protestos, passeatas, beijaços e vandalizações em igrejas evangélicas, eventos políticos anti-gay e coisas do tipo.
Será esse o único caminho para conquistarmos nossos direitos? Revoltas e protestos já funcionaram para outros grupos, então é um caso a se pensar...
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Racismo X Homofobia
Ontem eu vi no metrô um garoto com uma camisa onde se lia "NEGRO". Sem grandes surpresas o rapaz era negro...
Por mais que eu compreenda que tal demonstração de orgulho vem em resposta ao sentimento de vergonha presente por gerações, eu acho um pouco sem sentido, pois só serve para re-afirmar a diferença. Isso me parece contrário ao discurso de igualdade que defendem algumas das minorias sociais.
Eu como negro e gay não sinto necessidade de afirmar constantemente meu orgulho, mas quando o faço é em circunstâncias bem diferentes. Sendo negro, não preciso de camisas, gestos ou linguajar para que todos percebam o tom da minha pele e o fato de cultivar um black não quer dizer necessariamente que eu sou um negro mais orgulhoso que qualquer outro. Simplesmente quer dizer que eu sou obrigado a cuidar e me preocupar com o meu cabelo. Talvez diga que gostaria de ser a Beyoncè quando danço suas músicas com o B Fab.
Semana passada eu descobri um blog que fala sobre duas coisas que motivaram esse post, a dificuldade sobre aceitar a diferença, e sobre alguns dos conflito que ser negro e gay podem trazer em nossa sociedade.
Quando se é negro, sua família muito provavelmente é negra, então você só passa a se entender como diferente quando conhece o outro. Isso significa que você nunca se vê tão destacado das outras pessoas por haver outros iguais a você desde a infância.
Agora quando se é gay, dificilmente se está numa posição onde existam pessoas iguais a você ao seu redor. E até você encontrar essas pessoas, que te fazem perceber que você não é tão diferente assim, é difícil compreender e aceitar tudo que ser gay significa.
Enquanto racismo se aprende fora de casa, muitos são apresentados à homofobia desde sempre. Não estou querendo dizer que a homofobia é pior que o racismo. Longe disso, ambos matam e ambos devem ser combatidos. Só que enquanto no racismo existe conforto na família, na homofobia muitas vezes não. O que significa que durante o processo de descoberta e aceitação da sexualidade muitos se vêm sozinhos e isolados até da própria família. O que me parece ter efeitos psicológicos ainda mais graves.
Felizmente existe o exemplo de famílias que superam preconceitos e aceitam seus filhos e irmãos e os apóiam incondicionalmente, como foi apresentado no Profissão Repórter dessa semana(23/08/09), que mostrou o caso de um casal lésbico que decidiu ter filhos. Confesso que chorei vendo a história delas. Teve selinho, parto, choro, revolta... Vale a pena conferir.
Por mais que eu compreenda que tal demonstração de orgulho vem em resposta ao sentimento de vergonha presente por gerações, eu acho um pouco sem sentido, pois só serve para re-afirmar a diferença. Isso me parece contrário ao discurso de igualdade que defendem algumas das minorias sociais.
Eu como negro e gay não sinto necessidade de afirmar constantemente meu orgulho, mas quando o faço é em circunstâncias bem diferentes. Sendo negro, não preciso de camisas, gestos ou linguajar para que todos percebam o tom da minha pele e o fato de cultivar um black não quer dizer necessariamente que eu sou um negro mais orgulhoso que qualquer outro. Simplesmente quer dizer que eu sou obrigado a cuidar e me preocupar com o meu cabelo. Talvez diga que gostaria de ser a Beyoncè quando danço suas músicas com o B Fab.
Semana passada eu descobri um blog que fala sobre duas coisas que motivaram esse post, a dificuldade sobre aceitar a diferença, e sobre alguns dos conflito que ser negro e gay podem trazer em nossa sociedade.
Quando se é negro, sua família muito provavelmente é negra, então você só passa a se entender como diferente quando conhece o outro. Isso significa que você nunca se vê tão destacado das outras pessoas por haver outros iguais a você desde a infância.
Agora quando se é gay, dificilmente se está numa posição onde existam pessoas iguais a você ao seu redor. E até você encontrar essas pessoas, que te fazem perceber que você não é tão diferente assim, é difícil compreender e aceitar tudo que ser gay significa.
Enquanto racismo se aprende fora de casa, muitos são apresentados à homofobia desde sempre. Não estou querendo dizer que a homofobia é pior que o racismo. Longe disso, ambos matam e ambos devem ser combatidos. Só que enquanto no racismo existe conforto na família, na homofobia muitas vezes não. O que significa que durante o processo de descoberta e aceitação da sexualidade muitos se vêm sozinhos e isolados até da própria família. O que me parece ter efeitos psicológicos ainda mais graves.
Felizmente existe o exemplo de famílias que superam preconceitos e aceitam seus filhos e irmãos e os apóiam incondicionalmente, como foi apresentado no Profissão Repórter dessa semana(23/08/09), que mostrou o caso de um casal lésbico que decidiu ter filhos. Confesso que chorei vendo a história delas. Teve selinho, parto, choro, revolta... Vale a pena conferir.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Twitadas desastradas e Tele-realidade
Orkut, Facebook, Twitter. Eu tenho um conta em todas as ferramentas socias, mas me mantenho fiel mesmo ao Orkut, por que a preguiça de mudar alguma coisa é um ENORME defeito meu.
O Twitter, para mim, ainda não "pegou". Eu não consegui configurar o perfil para acessá-lo do celular (nem sei se conseguiria isso com o meu celular pobre...), e se é para entrar na internet, fazer login e escrever alguma coisa, melhor fazer por aqui, né?
Mas o caso interessante do Twitter é que realmente deu certo para os famosos, que agora estão muito mais acessíveis, em perfis assumidamente verdadeiros.
E hoje, não se fala de outra coisa nos sites de fofoca além dos problemas da rainha Xuxa com a nova ferramenta. Para explicar tudo melhor, leiam a coluna do Mauricio Stycer, aqui, e para rir da situação, leiam os comentários do "Te dou um dado?".
Há várias questões nessa história toda. Eu, particularmente, gosto da Xuxa, como já disse aqui, mas entendo os ataques. Outro post do "TDUD?" que me matou de rir foi sobre os comentários do Danilo Gentili sobre a coisa, mas na minha opinião, ele mais uma vez pesou a mão.
Como apontado na coluna do Stycer, o acesso às celebridades realiza o sonho de conversar com a TV, e como comentado lá, temos aquela confirmação do óbvio, de que as celebridades são pessoas como nós, com seus erros e acertos.
Sabemos que Xuxa vive num mundo particular (e rosa), e se eu tivesse a fortuna dela (only a matter of time, my dears...), também o faria. Ser rico e famoso é o sonho de muita gente, então fica difícil mesmo deixar passar a chance de apontar os defeitos de alguém assim. Mas aí, como em tudo que envolve opiniões, entra a maldade.
Ainda ontem eu li uma crítica sobre a homenagem à Xuxa no festival de Gramado. É pertinente, pois uma premiação de cinema deve se preocupar mais com o conteúdo artístico das obras e dos intérpretes, mas é preciso lembrar que dentro do que se propõe, Xuxa é bastante eficiente.
Por trajetória e por opção, a ex-modelo trabalha com crianças, e atinge seu público-alvo em filmes que divertem e criam o hábito de ir ao cinema. Ninguém precisa dizer que ela é boa atriz, ou que seus filmes são de alto teor intelectual. Nem é a proposta.
Aí, ela derrapa no Twitter, e depois defende a filha. Claro, todo mundo riu. Eu ri. Mas ficar fazendo esse circo de opiniões, resenhas e afins (que resultou nessa daqui também), é demais. Talvez seja impossível que as coisas para ela sejam normais... é a sina das celebridades.
Não queria tomar partido, até por que não suporto erros ortográficos, e o Danilo Gentili fez piada com um outro post de Xuxa, sem falar nada dos tais erros. Mas como ele é sem graça, né? Eu não achei muita graça no filme "Brüno" justamente por causa desse tipo de humor babaca, maligno, que só sabe fazer rir através do achincalhe. Não vejo o CQC, mas não é a primeira vez que uma declaração do Gentili não é nada gentil. Isso me afeta talvez pela semelhança com a homofobia... vai saber...
*
Ainda na coluna de Maurício Stycer, achei interessante a reflexão sobre a "imitação da Globo" feita pela RECORD com "A Fazenda", e como é o público quem deseja essa imitação.
Eu já tinha pensado sobre isso, analisando exclusivamente o BBB. É impressionante como o reality show, pela influência do público, só funciona quando "imita" uma novela. Se considerarmos o programa como um experimento, sabendo que o macro se reproduz no micro, temos um perfeito panorama da sociedade brasileira.
Tal é a penetração cultural das novelas (ou sua capacidade de refletir nossa cultura?), que qualquer reality show, qualquer CPI, qualquer eleição, vira novela. Temos mocinhos, vilões, reviravoltas... não são muito mais emocionantes (para quem assiste) os jogos em que o time ganha de virada, vencendo as adversidades e conquistando sua glória no finzinho?
A questão GLOBO/RECORD é muito mais sociológica do que simplesmente imitação de formatos. O problema é que entretenimento é um produto e é vendido, então tem que atender a demanda... E quem MANDA, é o público.
##
Em tempo: "Cidade de Deus" foi eleito pelo IMDB como o terceiro melhor filme do milênio.
Listas de melhores e piores sempre são polêmicas, mas essa eu achei curiosa... fala sério, né? Eu gosto do Batman, mas não é para tanto. Nesse mesmo Top Ten há filmes com histórias muitos mais interessantes, como "Brilho eterno de uma mente sem lembrança" ou muito bonitos, como "O fabuloso destino de Amélie Poulain". Enfim, fica o orgulho nacional pela boa posição de "City of God". Com Batman e "O Senhor dos Anéis" na frente, para mim ficou em primeiro...
O Twitter, para mim, ainda não "pegou". Eu não consegui configurar o perfil para acessá-lo do celular (nem sei se conseguiria isso com o meu celular pobre...), e se é para entrar na internet, fazer login e escrever alguma coisa, melhor fazer por aqui, né?
Mas o caso interessante do Twitter é que realmente deu certo para os famosos, que agora estão muito mais acessíveis, em perfis assumidamente verdadeiros.
E hoje, não se fala de outra coisa nos sites de fofoca além dos problemas da rainha Xuxa com a nova ferramenta. Para explicar tudo melhor, leiam a coluna do Mauricio Stycer, aqui, e para rir da situação, leiam os comentários do "Te dou um dado?".
Há várias questões nessa história toda. Eu, particularmente, gosto da Xuxa, como já disse aqui, mas entendo os ataques. Outro post do "TDUD?" que me matou de rir foi sobre os comentários do Danilo Gentili sobre a coisa, mas na minha opinião, ele mais uma vez pesou a mão.
Como apontado na coluna do Stycer, o acesso às celebridades realiza o sonho de conversar com a TV, e como comentado lá, temos aquela confirmação do óbvio, de que as celebridades são pessoas como nós, com seus erros e acertos.
Sabemos que Xuxa vive num mundo particular (e rosa), e se eu tivesse a fortuna dela (only a matter of time, my dears...), também o faria. Ser rico e famoso é o sonho de muita gente, então fica difícil mesmo deixar passar a chance de apontar os defeitos de alguém assim. Mas aí, como em tudo que envolve opiniões, entra a maldade.
Ainda ontem eu li uma crítica sobre a homenagem à Xuxa no festival de Gramado. É pertinente, pois uma premiação de cinema deve se preocupar mais com o conteúdo artístico das obras e dos intérpretes, mas é preciso lembrar que dentro do que se propõe, Xuxa é bastante eficiente.
Por trajetória e por opção, a ex-modelo trabalha com crianças, e atinge seu público-alvo em filmes que divertem e criam o hábito de ir ao cinema. Ninguém precisa dizer que ela é boa atriz, ou que seus filmes são de alto teor intelectual. Nem é a proposta.
Aí, ela derrapa no Twitter, e depois defende a filha. Claro, todo mundo riu. Eu ri. Mas ficar fazendo esse circo de opiniões, resenhas e afins (que resultou nessa daqui também), é demais. Talvez seja impossível que as coisas para ela sejam normais... é a sina das celebridades.
Não queria tomar partido, até por que não suporto erros ortográficos, e o Danilo Gentili fez piada com um outro post de Xuxa, sem falar nada dos tais erros. Mas como ele é sem graça, né? Eu não achei muita graça no filme "Brüno" justamente por causa desse tipo de humor babaca, maligno, que só sabe fazer rir através do achincalhe. Não vejo o CQC, mas não é a primeira vez que uma declaração do Gentili não é nada gentil. Isso me afeta talvez pela semelhança com a homofobia... vai saber...
*
Ainda na coluna de Maurício Stycer, achei interessante a reflexão sobre a "imitação da Globo" feita pela RECORD com "A Fazenda", e como é o público quem deseja essa imitação.
Eu já tinha pensado sobre isso, analisando exclusivamente o BBB. É impressionante como o reality show, pela influência do público, só funciona quando "imita" uma novela. Se considerarmos o programa como um experimento, sabendo que o macro se reproduz no micro, temos um perfeito panorama da sociedade brasileira.
Tal é a penetração cultural das novelas (ou sua capacidade de refletir nossa cultura?), que qualquer reality show, qualquer CPI, qualquer eleição, vira novela. Temos mocinhos, vilões, reviravoltas... não são muito mais emocionantes (para quem assiste) os jogos em que o time ganha de virada, vencendo as adversidades e conquistando sua glória no finzinho?
A questão GLOBO/RECORD é muito mais sociológica do que simplesmente imitação de formatos. O problema é que entretenimento é um produto e é vendido, então tem que atender a demanda... E quem MANDA, é o público.
##
Em tempo: "Cidade de Deus" foi eleito pelo IMDB como o terceiro melhor filme do milênio.
Listas de melhores e piores sempre são polêmicas, mas essa eu achei curiosa... fala sério, né? Eu gosto do Batman, mas não é para tanto. Nesse mesmo Top Ten há filmes com histórias muitos mais interessantes, como "Brilho eterno de uma mente sem lembrança" ou muito bonitos, como "O fabuloso destino de Amélie Poulain". Enfim, fica o orgulho nacional pela boa posição de "City of God". Com Batman e "O Senhor dos Anéis" na frente, para mim ficou em primeiro...
Quem assumiu?
Será que às vésperas de completar meio-século, o eterno namorado da maior modelo da história se assumirá gay?
Não, apesar dos rumores e piadinhas... Ken, simplesmente, está desempenhando seu papel de espelhar a evolução da moda, na nova abordagem sessentista da linha "Barbie Fashion Model Collection".
Eu achei uma graça, e com certeza vou usar essa roupa da próxima vez que me fantasiar de Ken...
Eu achei uma graça, e com certeza vou usar essa roupa da próxima vez que me fantasiar de Ken...
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